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domingo, julho 29, 2007

MAGIA


É comum vermos as pessoas falarem sobre a magia, sempre incluindo em seus discursos a magia boa e má. Mas, poucos sabem sentir a magia que existe em nossa volta, afinal ela está presente em tudo pertinente ao mundo que nos rodeia. Seja no ar, na água, no fogo, nas folhas, nos animas, a magia está ali, basta sentirmos sua presença e sabermos como utilizar esta imensa força da natureza.

Muitas vezes as pessoas se degladeiam no assunto magia boa e ruim. Dizem sempre: “fulano é um bruxo do bem, cicrano é do mal”. Mas o que elas não se dão conta, é que na natureza, não existe maldade. A força está ali para quem quiser se servir da mesma, e da forma que achar mais conveniente.

A maldade queridos, está em nós e não nas forças elementais que usamos em nossas vidas. Afinal, essa força foi criada por Deus, com um motivo único independente de sua forma ou feição. Nós seres humanos é que ao manipularmos tais forças, as direcionamos para um ou para outro lado, isso dependendo de nossa índole, de nosso modo de ver e viver cada situação que a vida nos impõe.

Colocarmos a culpa em maldades praticadas por nós, nas forças da natureza, é algo desprezível. Vejamos o exemplo de um exú: este foi criado para encaminhar nossos pedidos às esferas superiores, foi também criado na intenção de propiciar o coito entre nossa raça, colaborando assim para a multiplicação nossa. Mas quantas vezes os utilizamos para o mal? Várias! Isso por culpa dele? Não, em hipótese alguma! Esta entidade, não tem a mínima noção de que o que está fazendo é bom ou ruim. Apenas em seu modo de ver, está prestando um serviço a quem o chamou e assim sendo será recompensado após sua jornada.

O mesmo acontece com egum e tantas outras formas de energia existentes a nossa volta. São seres na verdade, puros em sua essência, e nós pobres mortais, em nossa ganância por poder, é que os utilizamos contra nosso semelhante, nos esquecendo que todas as nossas ações repercutirão em um breve futuro.

Lembremo-nos que: “viver, é tão somente colher hoje, o que plantamos ontem”, e assim, todas nossas ações nos trarão conseqüências seríssimas mais a frente. Enquanto lutarmos por um mundo melhor, de forma justa e sem o desejo ínfimo da vingança, estaremos preparando um banquete de paz e harmonia para nós mesmos em nosso futuro. Mas, se nos deixamos levar pela vingança, ódio, raiva ou qualquer outro sentimento inferior e contrário às leis de Deus nosso Pai Celestial, estaremos nos condenando a uma vida completamente cheia de todos os tipos de sofrimentos e dores.

É preciso que saibamos usar a magia, para beneficiar as pessoas e não para nos fazermos seus juizes e algozes. Temos que entender que as leis de Deus são para todos e não somente para alguns. Esta lei, jamais nos fará réus se formos vítimas, mas também jamais irá tirar o direito de quem tem para dar a quem não tem.

Lembremo-nos de nosso Mestre Jesus, que soube como ninguém perdoar os que o odiavam até mesmo em seu suplício pediu ao pai que os perdoasse. Será então que estamos realmente agindo em conformidade com as leis divinas?

Temos que nos atentar também de que nossos orixás, e todas as entidades, são partes vivas desta lei, compõem o grandioso elemento denominado MAGIA e, estes seres com certeza não compactuam nem concebem tais atitudes.

Que possamos aprender a amar sem sermos amados, perdoar sempre, e pedir em nossas orações que Deus perdoe nossos inimigos. Mas se formos feridos de forma imensa, entreguemos nas mãos de Deus e de seus Ministros, que são nossos orixás e seus mensageiros.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá. Escritor, pesquisador, vice-presidente da União Espírita Capixaba e membro de seu conselho sacerdotal.

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terça-feira, julho 24, 2007

CARIDADE


Segundo a doutrina espírita, bem como os próprios ensinamentos bíblicos, esta é a maior forma de demonstrarmos amor a Deus. Afinal, estarmos ajudando a um de seus filhos, estamos agradando antes de tudo nosso Eterno Pai.

Mas quanta tristeza ao verificarmos no dia a dia, que muitos seguidores de diversas ramificações religiosas, apenas se degladeiam numa eterna auto afirmação de SER O ÚNICO REPRESENTANTE DE CRISTO NA TERRA. Dando vazão assim apenas a soberba tanto criticada por Cristo Jesus.

Basta avaliarmos as escrituras sagradas e verificarmos que a única religião que ele pregou, foi o amor a Deus e nosso semelhante, jamais afirmando que este ou aquele estaria certo. Este mesmo Mestre e Irmão nosso, nos ensinou a sermos tolerantes com nossos irmãos, a suportarmos as agruras da vida, com tenacidade em nossa fé. E hoje, enquanto acontece verdadeira batalha por uma causa sem justificativa, muitos adeptos se encontram jogados na sarjeta das ruas, outros passando fome com suas famílias, outros abandonados à própria sorte ainda pequeninos.

Será que este é o ensinamento de Jesus? Podemos afirmar que não. Ele tão somente amou sem ser amado, padeceu sem odiar àqueles que o imolaram feito cordeiro na hora do inevitável sacrifico. E como se não bastasse, suas últimas palavras foram para pedir perdão para seus algozes.

Não pretendemos de forma alguma criticar a quem quer que seja, apenas desejamos, que ao invés de batalhas por um posto de alto satisfação, fossem essas forças dedicadas a ajudar àqueles que sofrem pelo abandono e sofrimento de todas as formas.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange Odé Mutaloiá. Escritor, Pesquisador, Vice-Presidente da UNESCAP, União Espírita Capixaba.

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quinta-feira, julho 19, 2007

VIOLÊNCIA


O que mais tem incomodado a todos nós nos últimos anos, é a crescente onda de violência que se espalha cada vez mais forte em nosso meio. Muito temos acompanhado os assassinatos, as verdadeiras carnificinas que são promovidas por pessoas que de forma alguma carregam a mínima essência de Deus dentro de si. Não que esta não exista, mas tão somente porque preferem mantê-la apagada, ao invés de praticarem-na.

Muito se fala na imprensa e nas conversas entre amigos, de medidas para se coibir tais atos. Realmente algumas medidas se fazem urgentes, mas a verdadeira razão para que esta onde não diminua, é o completo afastamento das pessoas de Deus nosso Eterno Criador.

Ao afirmar isso, não nos referimos a esta ou aquela religião, mas sim, na busca de um entrosamento maior, de uma reaproximação com nosso pai.

Acreditamos que no momento que o homem, se voltar para Deus, reconhecer sua magnânima existência, e aceitar suas leis como únicas no regimento de nossas vidas, esta onde perderá gradativamente suas forças, até chegar o momento em que ela não mais existirá.

Nosso amado mestre Jesus, deixou-nos seus ensinamentos, e dentro dos mesmos, o pedido para que nos amassemos como ele nos amou. Mas, devido às nossas falhas e imperfeições, deixamo-nos ser levados por uma ânsia de nos elevarmos sem nos importar mesmo com quem estamos prejudicando. É imprescindível em nosso ver, que todos os líderes religiosos, voltem seus sermões e esforços, no intuito de anunciar o verdadeiro amor de Deus e Cristo, e começar a praticar a tolerância com aqueles que nada mais são que nossos irmãos.

Oremos, clamemos pelas forças do Céu, que com certeza, os mensageiros da paz e do amor, intercederão para que essa violência seja extinta de nosso meio.


Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Odé Mutaloiá. Escritor, pesquisador, vice-presidente da UNESCAP, União Espírita Capixaba e membro de seu conselho sacerdotal.


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REPRESENTANTES DE CRISTO


É com muito pesar que vemos nos dias atuais, verdadeira batalha entre as ramificações de religiões Cristãs, no sentido de auto afirmarem “a única representante de Cristo na terra”.

Enquanto se degladeiam neste quesito, não percebem que seus seguidores, estão sucumbindo em um verdadeiro mar de lágrimas e sofrimentos. Não cabe a nós, julgarmos se esta ou aquela está certa, no apogeu de seus verdadeiros templos faraônicos, mas se seguem a Cristo que nasceu em uma manjedoura, e morreu crucificado por ordem de um império, pensamos que a humildade seria mais conveniente.

Enquanto isso, nós espíritas, seguimos nosso dia a dia, vendo Deus e Cristo, em sua verdadeira forma: a natureza. Sim! Que melhor forma para o rosto do Supremo Arquiteto, que a natureza por ele criada?

Não possuímos templos luxuosos, não nos importa que fulano ou beltrano esteja com a razão, pois temos a convicção de que o mesmo Deus julgará a todos independentes de nossas auto afirmações.

Temos a certeza de que o que não podemos fazer em hipótese alguma é manter nossos olhos fechados à pobreza e miséria que se encontram muitos de nossos irmãos menos favorecidos, enquanto buscamos o apogeu exigido por nossa ganância de poder.

Vivemos na tentativa de tão somente ajudar a quem quer que seja não nos apercebendo nem mesmo se comungam ou não nossa fé.

Buscamos nas matas, rios, lagos, e demais elementos naturais, a verdadeira expressão de Deus nosso Pai Celestial. Temos a ele, voltado nosso pensamento e coração em constante oração pela humanidade. Cientes de que tudo que aqui fizermos será cobrado de nós tanto nesta terra, quanto no além túmulo.

Apenas nos entristece, saber que enquanto líderes religiosos teimam em degladear, seus adeptos, ficam entre a cruz e a espada, carregando seu fardo, sem saber, se realmente importam para alguém.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá. Escritor, pesquisador, vice-presidente da UNESCAP, e membro do conselho sacerdotal.

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domingo, julho 15, 2007

RELIGIÕES


Nos dias de hoje, é comum vermos as ramificações cristãs, se confrontarem em verdadeiras batalhas, para a conquista de novos membros, ou para a manutenção dos atuais em seus templos.

Acho que isso é um absurdo até porque na maioria das vezes, este confronto em nada tem a ver com a realidade moral, mas sim, com a realidade financeira de seus administradores que não medem conseqüências para aumentarem as rendas de suas facções.

Pergunto-me apenas, onde estão os valores éticos, morais e filantrópicos destes cultos. Somos sabedores de que o dízimo pago por seus fiéis, deveria ser aplicado nas comunidades onde estes templos estão erguidos. Mas, basta darmos uma olhada nestes bairros, em suas maiorias carentes, que veremos que a quantia arrecadada, tão somente engorda cada vez mais a conta bancária destes seguimentos e em nada é utilizado no sentido de abrandar a dor daqueles abandonados pela elite de nossa sociedade.

O próprio governo deveria atentar para este fato, pois que esses templos são isentados de impostos justamente para isso: para que acolham através de doações àqueles menos favorecidos, que apliquem seus recursos nessas comunidades.

Mas, o que vemos muitas vezes, é um total abandono destas pessoas, que muitas vezes dividem o pouco que ganham com sua religião.

Em outros casos, esses recursos são aplicados na construção de templos faraônicos, que tão somente imperam em exuberância, vindo de contra outro princípio que a eu ver, deveria ser à base de qualquer religião: a humildade. Sim, a humildade pregada e exemplificada por Cristo, nada tem a ver com a exuberância, luxo ou qualquer outro fator mundano.

Nosso amado Mestre nasceu em uma manjedoura, era filho de carpinteiro, viveu toda sua vida na pobreza, e culminou com sua crucificação, pelo império que não o suportava, justamente por sua pregação de que “deveríamos nos preocupar em acumular tesouros no céu e não na terra”.

Oras, se Cristo viveu assim de forma tão humilde, por que aqueles que se AUTO INTITULAM SEUS REPRESENTANTES, insistem na ostentação, na aparência mundana e vulgar, ao invés de, por exemplo, dividirem suas riquezas com aqueles que pouco ou nada possuem?

Deus como sabemos, é o criador de tudo e de todos. Seu filho Jesus, nosso irmão, foi o exemplo da humildade, amor e resignação, não seria mais lógico que seus seguidores seguissem seus exemplos? E se parassem com esta guerra, para se auto afirmarem “seus representantes” e se unissem em prol da humanidade de forma verdadeira?

Cuidar de nossos irmãos, não é interferir, por exemplo, na justiça, fazendo com que criminosos deixem de pagar suas dívidas com ela. Mas sim, erradicar a fome, a miséria, doar amor, caridade, honestidade. E não ficar caluniando a quem quer que seja levantar falsos testemunhos contra demais filosofias, religiões, e grupos variados.

Sermos Cristãos em meu ver é vivermos como Cristo Jesus, ou seja, na humildade e não na soberba, luxo, ganância e avareza. De nada adianta nos proclamarmos religiosos, se não tivermos a consciência de que nosso maior mentor, Jesus Cristo, condenou o acúmulo de fortunas terrenas.

Talvez se as igrejas assim procedessem, estaríamos perto de mudanças no mundo, como a paz tão sonhada por todos. Estaríamos mais próximo de um mundo justo onde todos tivessem sem distinção de raça, cor e credo, seus direitos, como o de ter uma alimentação diária garantidos.

E quem sabe assim, poderíamos dormir sem o medo de tanta guerra, tantos assassinatos e outras barbaridades que se acumulam em nosso dia adia?

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

Mutaloiá é, Escritor, Pesquisador, Vice-Presidente da UNESCAP, União Espírita Capixaba, Entidade federativa e sem fins lucrativos e membro de seu conselho sacerdotal.

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