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terça-feira, dezembro 30, 2008

YEMANJÁ OGUNTÉ

Orixá do rio Ogum, que passa por Oyó e Abeokutá, que significa “em baixo da pedra”. Segundo algumas lendas o seu culto vem de Nupe perto de Bida, e outros dizem que vem de Tapá, terra de natal de Xangô. É considerada mãe da vida, sendo considerada por algumas casas, como mãe de todos os Orixás.

Vive no mar, devido a seu caráter violento, reside no local onde as águas se encontram, as águas que arrastam tudo e onde ser humano nenhum é capaz de ir.

É guerreira como Yansã, destemida como ela. Os africanos nos ensinaram que essa Yemanjá somente anda à noite, e por esse motivo, muitos a chamam de Yemanjá da noite. Tem o canto mais profundo que já se ouviu na terra, e com ele, chama seu esposo Ogum, quando este sai, é um canto capaz de ser ouvido em qualquer local onde este esteja.

Sua apresentação é na forma de guerreira destemida e terrível quando em combate. É também ardilosa e ambiciosa. Em sua cintura traz espada, facão, faca e outras armas de guerra confeccionadas por seu esposo Ogum Alagbê. Segundo as crenças africanas, esta yabá é rancorosa, severa e violenta aos extremos. Uma guerreira indomável, mas muito justa, jamais atacando alguém ou alguma aldeia sem que haja realmente motivo. Se enfurecida é capaz de atos tremendos.

Como Ogum seu marido, não perdoa as ofensas recebidas seja de quem for. Seu nome Ogunté, significa: “aquela que contém Ogum”. Como presente de seu marido Alagbê, ela recebeu a espada da morte, tendo assim o poder de ceifar a vida das pessoas. Contam as lendas que ela é a guerreira do castelo de Olokum, grande ancestral que gerou todas as Yemanjás e toda a vida existente em nosso planeta. O nome Olokum, se traduz, como “Senhor do Mar”. Olô = Senhor, Kum = Mar.

Com sua união com Alagbê, ela deu à vida outro Ogum, Ogum Akorô Onigbê. Quando seu esposo se retirou para Ifé, a cidade sagrada, ela se casou com Oxalá e com ele teve os outros filhos, nossos Orixás, por isso ser considerada como a mãe de todos os orixás. É também mãe de Exú. Tem fortíssima ligação com Odé, de sua união com Oxalá ela gerou Ogum Já e Odé.

É a mais terrível das Amazonas, trabalha muito dado a sua forma guerreira. Seu primeiro esposo Ogum Alagbê é o Deus dos ferreiros, pois segundo as lendas africanas, foi ele quem ensinou a toda a humanidade, a arte de manipular o ferro e o aço, para que se pudesse assim fazerem os instrumentos agrícolas, criados por ele,a fim de facilitar o cultivo da terra que era feito de forma totalmente artesanal, além de ter criado também a espada e todas as armas de guerra.

Mesmo sendo uma guerreira, essa Yemanjá, não perde seu lado feminino, e em seus presentes não devem faltar, espelhos, pentes, perfumes, pulseiras e todos os apetrechos geralmente usados para a vaidade feminina. Como Yansã, ela deve ser lembrada como guerreira sim, mas Não podemos nos esquecer de que é mulher, e assim sendo, vaidosa.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

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sábado, dezembro 27, 2008

XANGÔ O REI DE OYÓ

Dentro do Candomblé, Xangô é venerado como Rei do mundo, Senhor absoluto da terra. Para alguns seguimentos religiosos, ele, como tudo dentro do Candomblé e Umbanda, são apenas o imaginário popular, aquilo que apenas existiu e existe dentro do ilusionismo, nunca tendo existência. Crêem eles, que nossa religião é apenas uma ilusão, que nada nela se embasa em veracidade, porém estão enganados.


Pregam outras religiões, que, Candomblé é tão somente um culto demoníaco, que sacrificamos pessoas, principalmente crianças, que louvamos ao tal de satanás como nosso Deus. Outro engano. Acreditamos em um Deus único, que fez o mundo e tudo que nele existe. Nossos orixás não são demônios, mas sim, antepassados dos negros e toda raça humana, afinal sem os que viveram a milhares de anos atrás, não existiria a raça humana que conhecemos hoje, independente da cor ou nacionalidade.


As teses sobre Candomblé são fartas em todas as Universidades do Brasil, cada vez mais, universitários se embrenham nas pesquisas sobre nossa religião, e provam dia após dia, que Candomblé é tão somente uma religião como outra qualquer, apenas com o diferencial, de que, louvamos nossos antepassados como divindades, partes pequenas do IMENSO DIVINO E SUPREMACIA QUE É DEUS, NOSSO PAI.


Xangô assim como outros Orixás, existiu sim, foi o quinto Rei de uma cidade chamada Oyó, seu reinado se deu graças ao caráter manso e alegre de seu irmão consangüíneo, Dadá Ajaká, que mais tarde retornou a Oyó, depois da morte de seu irmão e reassumiu seu trono.


Para analisarmos sua existência, comecemos com a explicação de que existiu sim, seu reino, Oyó. Esse reino se deu início segundo alguns historiadores no período de 1700 A.C, quando seu primeiro Rei era AKANBI, que reinou de 1700 a 1600 A.C.


Outras pesquisas nos dão conta de que, Oyó era um grande Império Africano que aglomerava em seus domínios vários outros reinos. Lembremos que em tempos antigos, costumavam se dividir o que hoje são países, em pequenos reinos, e cada um tinha seu Rei e esse pagava tributo o Chefe Supremo de todos os Reinos, o Império.


Esse Império se propagou em 1400 sendo sua Capital, Oyó Ilê, também conhecida como Oyó antiga. E sua importância se deu graças ao comércio que fez dela uma importante localização socioeconômica da áfrica, além de possuir imensa cavalaria, o que proporcionava soberania ao Império de Oyó dentro do Continente Africano. Era ele o Estado Yorubá de maior importância política pelos idos do século XVII até o fim do século XVIII. Dominava vários outros Estados Reinos mais fracos, como também os de Fon do Daomé, que se localizava onde hoje é a atual República do Benin.


Segundo pesquisas de estudiosos, cientistas e historiadores, Dadá Ajaká era filho de Oranyan e irmão consangüíneo de Xangô, ele era o Alafin de Oyó, o grande Imperador.


Era um Rei que amava as crianças, a beleza e as artes. Pacifico de natureza, calmo. Porém essas não eram de forma alguma o perfil que se esperava para um Rei daquela época, um tempo em que as guerras eram constantes, pois a conquista e escravidão de povos eram comuns, um Rei tinha que ser o oposto do que era Dadá Ajaká. (O nome Dadá era dado pelos Yorúbas às crianças que tinham cabelos em tufos que se frisam separadamente).


Na época em que seu irmão reinava em Oyó, Xangô morava nas terras dos Tapás (Nupe) a qual era sua terra natal, e a terra natal de sua mãe, Torosí. Mais tarde Xangô juntamente com alguns de seus seguidores, teria se mudado para Oyó e foi residir em um bairro chamado por ele de Kossô, que era o mesmo nome da cidade na qual viveu, mantendo assim seu título: Obá Kossô.


Ao perceber a fraqueza de seu irmão, e sabendo que um país precisava de um Rei mais agressivo e destemido, e sendo ele astuto e com muita ânsia de poder, destronou seu irmão Ajaká transformando-se assim no quarto Alafin de Oyó. Dadá Ajaká é exilado sai de Oyó e vai reinar em uma cidade menor e de menos importância, Igboho, essa era vizinha de Oyó. Como tinha sido deposto de seu trono, não mais tinha o direito de usar a coroa real de Oyó.


Assim ele passou a usar uma coroa rodeada por vários fios ornados de búzios, (Adê) ao invés das contas preciosas usadas na Coroa Real de Oyó. Essa coroa escondia seu rosto e seus olhos envergonhados pela atitude de seu irmão, e por sua covardia que ajudou a ser usurpado seu trono. E fez um juramento, que só retiraria aquela coroa, quando pudesse novamente usar o Adê Real de Oyó que lhe fora roubado por Xangô. Esse adê que Dadá Ajaká passou a usar se chama adê de Baianni, pois Bayanni era o outro nome pelo qual Ajaká era conhecido em Oyó.


O tempo passa e Dadá Ajaká se casou e nesse casamento teve um filho ao qual deu o nome de Aganjú, esse então era sobrinho de Xangô.


O reinado de Xangô durou sete anos e, como o remorso das atrocidades por ele cometidas lhe corroía, somando-se a revolta do povo por causa de suas arbitrariedades, Xangô abandona Oyó e vai se refugiar na terra natal de sua mãe, Tapá. Depois de certo tempo vivendo nessa terra, Xangô suicida se enforcando em uma árvore chamada àyòn na cidade de Kossô.


Após a morte de seu irmão, Dadá Ajaká retorna a Oyó, e recupera seu trono, tirando assim como prometeu, seu adê Bayanni passando a usar novamente sua Coroa Real, tornando-se o quinto Alafin de Oyó.


DINASTIA DE OYÓ


A fundação de Oyó: segundo alguns historiadores, Oranyan teria fundado Oyó e foi seu primeiro Rei. Seu reinado se deu de 1700 a 1600 A.C.

O segundo Alafin foi Okanbi que ali teria reinado de 1600 a 1500 A.C

O terceiro foi Dadá Ajaká que reinou de 1500 a 1450 A.C Xangô foi assim o terceiro Alafin de Oyó e reinou de 1450 a 1403 A.C

O quarto foi Aganjú que reinou de 1403 a 1370, no Brasil Aganjú passou a ser cultuado como uma qualidade de Xangô,

O quinto Alafin dessa linhagem foi Dadá Ajaká que reinou a partir de 1370 A.C

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

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quinta-feira, dezembro 25, 2008

SINCERIDADE, AMIZADE, AMOR E HONRADEZ NÃO PODEM FALTAR EM UM ZELADOR

Muitas vezes, reclamamos da falta de sinceridade de nossos filhos e clientes. Quem de nós nunca passou por uma situação constrangedora, devido a traição de um filho de santo ou mesmo pela falta de compreensão dele com nossas dificuldades?

Com certeza muitos de nós já passaram pelo desgosto, mas, aqui desejo me referir aos zeladores e zeladoras, no sentido de que temos a obrigação moral de agirmos com sinceridade com nossos filhos de santo, sermos seus amigos e dar-lhes amor e usar da verdade somente pra com eles e nossos clientes.

Tenho encontrado inúmeras queixas de filhos com relação a seus zeladores, no sentido de que os mesmos utilizam-se de mentiras e até mesmo calúnia contra eles. Será que é isso que nossos orixás esperam de nós? Posso garantir que não. Orixá e paz amor e verdade acima de tudo. Por que denegrirmos a imagem de nossos filhos de santo? Não vêm que toda mácula recai sobre nossas casas e nossos orixás?

Oras, se vivo, por exemplo, propagando aos quatro cantos do mundo que tenho um filho de santo usuário de drogas, que a outra trai seu esposo, que um outro está mistificando, essas máculas serão divididas entre o filho,a casa e até mesmo ao sacerdote, pois afinal perguntarão os demais: “que religião é essa onde o adultério a desonra são aceitáveis dessa forma”? E com isso o nome de nossos antepassados mais uma vez é enlameado e com nossa ajuda.

Penso que devemos agir com caráter e honradez para que possamos ser chamados de sacerdotes no sentido exato da palavra. Um sacerdote tem a obrigação de zelar pela moral e pelos bons costumes, e a prática da verdade incondicional, é a maior forma de zelarmos com os bons costumes tão admirados por todas as pessoas de bem.

Acabemos de vez com vícios que estão correndo nossa religião. Façamos dela, um orgulho para nós e para todos que a freqüentam e saibamos despertar o respeito das pessoas alheias, por sermos praticantes de uma religião onde se usa a verdade e a honradez como virtudes principais em qualquer seguimento.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

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quarta-feira, dezembro 24, 2008

FESTEJEMOS O NATAL, MAS COMUNGUEMOS COM NOSSOS ORIXÁS

Mais uma noite de natal chegou! Hora de trocarmos presentes, de fazermos nossa ceia junto de nossa família e tantas outras coisas. A palavra Natal significa nascimento, e inclusive esse é o maior significado da árvore de natal. Sua origem remonta do século IV, segundo a Enciclopédia Católica em sua edição inglesa.

Essa festividade foi mais uma alegoria criada pelo catolicismo a fim de unir mais seus fiéis em torno da crença à Deus.

Claro que não condeno o uso dessa festividade, afinal, se é para nos lembrarmos de Cristo e de seu suplício, acho válido sim. Apenas penso que deveríamos fazer observações severas de nossas vidas nessa noite, nos lembrarmos de que enquanto nos banqueteamos, muitas pessoas, crianças e idosos, passam fome, sem terem sequer um pedaço de pão para comer. Não seria a época mais oportuna para praticarmos o que Cristo Jesus nos ensinou? Afinal se a época é para nos lembrarmos dele, porque não dividirmos nossa ceia com aqueles que nada possuem?

Devemos fazer dessa noite uma primeira de muitas outras e praticarmos mais os ensinamentos de nossos Orixás, que é basicamente o perdão e a caridade. Nunca vi em minha vida, um orixá nos orientar a cometermos qualquer ato contra um nosso semelhante, nunca presenciei orixá algum, determinar que usássemos da vingança contra quem nos ofendeu, ao contrário: sempre soube que eles, nossos Santos, nos solicitam que deixemos a justiça a critério de Deus e de seus Ministros.

Claro que devemos participar dessa noite com nossos familiares, devemos receber e dar presentes se assim nos for possível, mas temos a obrigação moral de nos mantermos afastados das drogas que consomem nosso espírito: ORGULHO, INVEJA, TRAIÇÃO, VINGANÇA, SOBERBA e tantas outras que existem por aí. Façamos nosso Natal, algo do qual valha a pena nos lembrarmos no dia seguinte, sejamos um exemplo de amor e carinho, e assim estaremos em comunhão com nossos Orixás. Façamos dessa noite, uma verdadeira comunhão com nossos antepassados.

Sérgio Silveira

Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

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terça-feira, dezembro 16, 2008

SACRIFÍCIO NO CANDOMBLÉ

Com certeza utilizamos em alguns casos, o sacrifício animal sim. Porém, nem sempre se derrama egé (sangue) em uma pessoa ou ibá de santo. Dizermos que não utilizamos esse tipo de ritual, seria mentir descaradamente, mas daí as pessoas afirmarem que utilizamos sacrifícios humanos, a distância é imensa.

Algumas pessoas me escrevem, me abordam sobre esse tema, dizem que já ouviram falar nesse ritual no qual os zeladores sacrificam seres humanos, principalmente crianças. Pois bem: ao que me consta somos sacerdotes de uma religião na qual, Deus Olorum é o supremo criador do Universo, e os orixás, seus ministros.

Nunca soube de rituais com esse tipo de holocausto, soube sim, de carnificina provocada por outras religiões em nome de Deus (?).

O fato de usarmos sacrifício animal, é tão somente para trocarmos a vida daquela ave, ou mesmo de um quadrúpede, pela vida daquele ser humano que passa por algum problema sério, seja em sua vida financeira, profissional ou por sua saúde. Jamais, usaríamos seres humanos, pois assim estaríamos nos colocando contra as leis de Olorúm, Deus, que determina que a vida das pessoas é um bem seu, somente seu, pois que foi ele quem criou o céu, a terra e todo o universo.

Só que o sacrifício não é realizado de qualquer maneira nem por pessoas que não estejam devidamente preparadas para tal. Nem mesmo a todo instante derramamos sangue animal, pois uma de nossas leis diz que: “somente mataremos com a finalidade de nos alimentarmos e a nossos orixás.

O que existe na verdade, é uma propagação de mentiras sobre nossa religião, seja por pessoas de seguimento evangélico ou mesmo por pessoas que saíram de nossa fé, pois não encontraram que se vendesse a eles e assim lhes passassem nossos mistérios em troca de moeda. E essas pessoas acharam local de farta oportunidade para difamarem o Candomblé dentro das igrejas, pois assim, seus sacerdotes podem manter seus fiéis pelo medo, que somente os menos esclarecidos possuem.

Dentro de nossos preceitos, aprendemos a respeitar a vida até mesmo daqueles que são nossos inimigos, pois são também filhos de nosso Pai, Deus, Olorúm. Se assim aprendemos, como vamos sair por aí degolando pessoas, ou bebendo seu sangue?

Muito se fala em Candomblé, mas posso garantir que falam de forma equivocada, pois NUNCA tais rituais fizeram ou farão parte de nossas crenças.

Amamos a Deus, Olorúm, da mesma forma que os cristãos, e valorizamos a vida acima de tudo. O ritual de sangue animal, esse sim, existe, porém em locais, dias e horários apropriados, uma vez que ao derramarmos sangue de um animal, alimentamos nossos orixás de forma muito séria e temos que saber se aquele santo deseja o sacrifício animal, ou apenas o sacrifício de se arriar comidas secas para ele, ou seja: cereais, frutas, água e alguns outros elementos da natureza para que possa ele assim, interagir na vida do consulente.

Essas obrigações nas quais apenas arriamos as comidas secas, são muito mais constante do que as que utilizam sacrifício animal. Somos uma religião diferente sim, mas apenas no ponto de vista de encararmos a Natureza, Deus e seus Ministros, além de encararmos também de forma diferente a morte, uma vez que para nós, essa não existe, apenas é uma transformação que passamos para que possamos entrar no Reino de Olorúm; a Morada de Nossos Orixás.

Tenham certeza: povo de Candomblé, NUNCA FOI NEM NUNCA SERÁ ANTROPÓFAGO OU CANIBAL, amamos a Deus e a todas as suas criaturas da mesma forma, sem distinção de raça, cor, credo.

Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

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segunda-feira, dezembro 15, 2008

AS FORÇAS DO MAL EXISTEM SIM, ASSIM COMO AS DO BEM, NOS ACAUTELEMOS.

É comum ouvirmos seguidores de Igrejas pregarem o Inferno e seus demônios. Também costumamos ouvir seguidores de nossa fé, dizerem que não acreditam em inferno, outros mais excitados, juram que todos esse seres são apenas alegorias para que a igreja mantenha seus fiéis pelo medo.

Se acreditamos ou não em inferno é uma coisa, mas, de uma podemos ter certeza, o mal existe sim, e temos que nos acautelar com o que falamos em nosso dia a dia, afinal a palavra ainda é a maior arma que temos, seja ela para o bem, para o mal e até mesmo para o nosso próprio mal, aliás, muito mais para nosso mal que para o dos outros.

Devemos nos ater a uma via regrada de pensamentos puros e limpos, lutar com todas as forças para mantermos longe de nós, os pensamentos impuros e insanos. Temos que nos lembrar de que o soldado vai pelo toque da corneta. Assim, se chamarmos pelas forças celestiais, elas virão, mas se chamarmos pelas trevas elas virão também.

O problema maior, é que as forças inferiores, é incontrolável, nunca temos sobre ela, um controle por menor que seja, e seu preço é altíssimo. Não me refiro aqui, a Exú, esse ser incompreendido, mas que tanto nos ajuda, me refiro às forças das trevas mesmo. Independente do nome que demos a ela, mas existe sim, e temos que nos afastarmos dela.

Nossos orixás primam pelo amor e compreensão dos assuntos de Deus. Sempre nos levam a buscar caminhos melhores em nossa vida a fim de podermos comungar com eles, o verdadeiro amor. Assim, se alguém nos incomoda a ponto de causar em nós, um sentimento de ódio, raiva ou qualquer outro, oremos, peçamos ajuda à Deus e a nossos Orixás, para que tenhamos esses sentimentos afastados de nós.

Um dia, ainda em minha adolescência, ouvi um ensinamento de meu saudoso pai, que jamais esqueço: “meu filho, a ciência do viver é uma: colhemos hoje o que plantamos ontem”. E se desejamos mal para outra pessoa, mesmo que saibamos que esta não nutre amor e afeição por nós, como querermos que nossos Orixás, nos provenham de paz, amor, felicidade e prosperidade? Estranho tal desejo.

Se desejamos sermos providos dessas e outras coisas boas, temos que primeiro dar as mesmas para as pessoas. Temos que perdoar se queremos ser perdoados, e posso garantir: é difícil demais perdoar. Mas se tentarmos, se nos esforçarmos, veremos que o perdão é fácil de ser dado. Basta que primeiro limpemos nossos corações das coisas malignas que muitas vezes deixamos morar dentro dele.

Um outro fator que temos que observar, é que essas forças maléficas, jamais entram em nossa vida, em nossa casa se não forem chamadas e autorizadas por nós mesmos. Se ao invés de chamarmos por nossos Orixás, Guias de luz, chamamos por espíritos imundos, eles entrarão sim, e ai de nós daquele momento em diante.

Sei que às vezes é difícil nos mantermos sem que percamos essa consciência, mas, temos sim que nos esforçarmos se quisermos manter distância de seres que apenas nos trarão problemas seriíssimos.

Assim queridos, mantenhamos nossos corações limpos e que nossa boca profira apenas orações, uma vez que cada palavra boa é uma oração, e imploremos a Deus que se digne a nos enviar bons fluidos para que possamos seguir nossa jornada sem maiores dificuldades.

Sérgio Silveira,

Tatetú N1Inkisi Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com


segunda-feira, novembro 24, 2008

ONDE ESTÃO AS FEDERAÇÕES?

Constantemente temos visto casos de intolerância e discriminação religiosa contra nós, praticantes da Umbanda e do Candomblé, mas nunca vemos uma voz que se levante verdadeiramente contra esses absurdos.

O engraçado é que pagamos uma federação, sim, pois sem os alvarás por elas expedidos somos proibidos de praticar a religião. Acho correto pagarmos sim, pois temos que nos vincular em alguma entidade a fim de obtermos respaldo para nossas ações sacerdotais.

Só que em meu modo de ver e pensar, essas federações TERIAM a obrigação de punir na lei, as igrejas que nos perseguem noite e dia em canais de televisão. Oras se vivemos em um país livre, no qual temos nossos direitos garantidos por uma Carta que se chama CONSTITUIÇÃO, por que somos atacados sem dó por essas pessoas? E o pior? POR QUE AS FEDERAÇÕES NÃO ENTRAM NA JUSTIÇA E OS FAZEM CALAR?

Tenho recebido denúncias de pessoas de outros Estados como Minas Gerais, que sofreram agressões em suas residências, e nada é feito para coibir tais erros!
Não faço aqui falsa apologia ou defesa da UNESCAP, mas como associado dela, tenho visto seu presidente buscar de todas as formas meios de conter essa onda de difamações que somos vítimas dia após dia. E se não fosse assim, saibam que seria eu o primeiro a sair dela.

Mas o que frustra é que em sua maioria, as federações apenas se preocupam em receber a anuidade que pagamos. Se são entidades registradas com a finalidade de FISCALIZAR os templos, não seria também sua obrigatoriedade, usar da justiça para defender o nome de quem paga para que existam?

Apenas sei que enquanto isso somos perseguidos noite e dia. Não temos sossego em nossas casas. Vizinhos acusam-nos de BRUXOS, MACUMBEIROS e nada é feito para coibir tais atitudes.

Penso que se houvesse federação que usasse da justiça para TIRAR DO AR esses programas de igrejas que tanto nos perseguem, a coisa mudaria sim. Depois a federação entrasse com processo de danos morais e materiais, calúnia e difamação, que pagassem caro por essas arbitrariedades e fosse a decisão do juiz publicada em jornais e até mesmo, que fossem as igrejas obrigadas a veicular a decisão em seus programas e DUVIDO que as coisas continuassem como estão.

Por outro lado, temos que sair do anonimato, lutar por nossos ideais, ir nas delegacias de polícia, registrar um Boletim de Ocorrência e assim passarmos esse documento para a federação que somos filiados e se ela não tomar uma atitude, simplesmente paramos de pagar e buscamos outra! Dentro do quadro de filiados da UNESCAP, existem pessoas que reclamaram de perseguição, mas por medo não tomaram as providências que a diretoria da entidade pediu.

Mas esses são casos isolados. Pois as federações, volto a repetir, parecem estar interessadas somente nas anuidades e DANE-SE O RESTO.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá. Babalorixá, escritor e pesquisador.

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terça-feira, novembro 18, 2008

BARAK OBAMA

Muito se fala na situação do negro na atualidade. São constantes os debates em escolas, veiculação nas redes de televisão de entrevistas com representantes das comunidades e organizações dos direitos do negro e por aí vai.

Muitos se exaltam em alegria ao relembrar a massiva e expressa vitória desse senhor para a presidência dos Estados Unidos da América. Até mesmo representantes de entidades do movimento negro se extasiam com essa eleição. Eu por meu lado fico pensativo, imaginando as dificuldades que ele passou até alcançar tamanha importância no planeta, afinal ele é agora o “NOVO HOMEM MAIS PODEROSO DO MUNDO” conforme anunciado constantemente nos tele jornais.

Penso na felicidade e orgulho de seus antepassados, ao verem esse descendente afro ocupar o mais elevado posto do maior país (financeiramente falando) do mundo. E volto minhas súplicas a Deus e seus mensageiros, pedindo para que o orientem diariamente, que não deixe que a mágoa, ira ou ódio suplantem a beleza do perdão e da tranquilidade que somente os corações amorosos podem refletir.

Fico honrado em ver um descendente de meus Orixás ser eleito para tal cargo. Fico em êxtase com sua vitória, ao me lembrar de tudo que estudamos sobre essa nação como por exemplo, a Ku Klux Klan , que matou de formas variadas e horrendas, milhares de pessoas tão somente por causa de uma palavra: BLACK.

Em um país racista aos extremos, nem mesmo imagino como que Barak Obama conseguiu que seu nome fosse aprovado em uma convenção partidária. Ao relembrar-me das atrocidades de pessoas que por “amor a Deus”, queimavam vivas, famílias inteiras sinto meus olhos lacrimejarem de sentimento sublime de justiça ao ver esse senhor eleito.
Mas, que nossos Orixás o induzam no caminho do bem, oro para que a mágoa e a ira sejam retirados de seu coração (se é que ali existam), e que guiem seu governo para a justiça e amor ao próximo acima de qualquer coisa.

Que seus antepassados possam conduzi-lo a uma competência muito maior do que a que teve como Senador, afinal governar uma nação não é a mesma coisa que governar um estado nem mesmo ser Senador.

Mas que essa vitória seja dos Orixás e de todos que morreram por sua causa.
Axé!

Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

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quarta-feira, outubro 22, 2008

SE AMAMOS NOSSOS ORIXÁS, SALVEMOS A NATUREZA!

Venho usar esse espaço, para mais uma vez alertar a todos que aqui entram e lêem minhas singelas postagens, no sentido da necessidade de salvarmos nossa natureza.

Sabemos todos nós que todas as nossas obrigações, de egum a Oxalá, são despachadas em rios, matas, encruzas praia etc., mas, se continuarmos a depredar a natureza, ou mesmo se não tomarmos medidas URGENTES para coibir os danos contra ela praticados dia a dia, corremos um sério risco de NÃO TEMOS MAIS CONDIÇÕES SEQUER DE DARMOS UM OBI, QUE DIRÁ OUTRAS OBRIGAÇÕES MAIS SÉRIAS, COMO UMA FEITURA POR EXEMPLO! Uma vez, que, para tudo que fazemos no santo dependemos de forma direta dela.

Na natureza estão nossos verdadeiros encantamentos, nossa força maior, nossas energias, nela encontramos tudo de que precisamos para cultuar nossos antepassados e, assim, ajudarmos as pessoas a resolverem sua vida, como também para resolvermos a nossa, e darmos seguimento a nossa caminhada de progresso material e principalmente espiritual.

Presenciamos todos os dias, várias formas de devastação da natureza e muitas vezes somos colaboradores ativos e outras, passivos, e isso precisa acabar.

Agimos como colaboradores ativos, quando vamos a um local qualquer da natureza e lá deixamos pratos de vidro, garrafas, cestas e vários outros itens que não se desmancharão com facilidade, que ali ficarão por séculos e assim sendo exterminamos a natureza sim. Como o caso de uma cachoeira que vi recentemente ao ir fazer uma obrigação de “rodar cabaça” em determinada pessoa.

Claro que temos que levar as oferendas em vasilhas, pois na mão é impossível, mas daí deixarmos lá, simplesmente a coisa é outra. Podemos perfeitamente deixar as oferendas em folhas e nossos Orixás as receberão da mesma forma, e talvez até com mais força ainda, pois esse elemento é de Ossanha e assim sendo, tem a verdadeira força, o verdadeiro AXÉ DO ORIXÁ!

Matando a natureza, matamos nossos orixás! Sim, Pois que eles dependem dela para se comunicarem conosco e nos auxiliarem nessa jornada tão difícil que a vida nesse planeta. Podemos agir livremente dentro de nossos preceitos, mas temos que nos lembrar de que nossos preceitos são a natureza acima de qualquer outra coisa. A natureza nos oferece tudo que precisamos para nos alimentarmos e a nossos Orixás, por isso sua importância e valia incomensuráveis.

Ao colocarmos objetos que não se decompõem dentro dela, agimos como tantas outras pessoas que mesmo sobrevivendo dela a destroem sem a mínima importância darem se a água está acabando por exemplo.

Ainda ontem, terça-feira, dia 21 de Outubro, estive em uma aldeia Tupi Guarani na cidade de Aracruz, para tratar de certo assunto, e pude ouvir do pajé, cujo nome indígena não sei escrever, mas seu nome de batismo cristão é Jonas, a seguinte assertiva:

“Aprendi como minha avó, que faleceu aos 125 anos de idade, (dizia ele), que temos que salvar as crianças, e para isso, precisamos ter uma mata com tudo que precisamos para curar. Sem a natureza, não temos como existir. Ao darmos início nessa aldeia e isso acontece em todas as aldeias indígenas, a primeira coisa que fazemos foi plantar árvores frutíferas, tanto para nosso consumo como para os bichinhos da natureza, pois sem comer, não se vive. Se passamos por um bicho que está na época de matar, comemos ele sim, mas se não podemos matar naquele tempo, ficamos com fome, mas não tocamos nele. A mesma coisa acontece com as árvores: tem umas que podemos cortar, mas já outras, não podemos cortar de jeito algum, isso é viver para nós os índios”!

E isso meus queridos irmãos de fé, é um aprendizado que devemos seguir com muita atenção. Seguirmos assim como eles, é garantirmos que nós e nossos descendentes teremos nossos Orixás conosco, sempre.

Se deixamos que nossa Mãe Natureza morra nos condenamos à morte sim. E junto com ela e nós, morrerá nossa fé, nossa religião uma vez que mesmo a Umbanda não existe sem a natureza.

Povos antigos cultuavam GAIA, nossa mãe terra, cuidavam para que as coisas ficassem onde devem ficar, e nada faziam para agredir essa mãe generosa que de tudo nos provê. Mas, nos dias atuais, MATAMOS NOSSA MÃE, sem nos importarmos com as mensagens que ela nos envia, mostrando que estamos extrapolando todos os limites e, que, em breve, não mais teremos como viver nesse mundo.

A forma passiva e nem menos criminosa que agimos, é aquela que: vemos a devastação sendo feita, porém como COVARDES, nos calamos e não tomamos uma providência para salvar a quem verdadeiramente nos alimenta!

Precisamos rever imediatamente nossa postura com referência a esse assunto de desejamos continuar com nossa prática religiosa, afinal, assistirmos a um assassinato e preferirmos nos calar, não é a mesma coisa que cometermos o assassinato?

Por que não podemos agir como nossos irmãos, índios, e como nossos antepassados os negros africanos que buscavam de todas as formas salvar e preservar a natureza? Eis uma lição que deveríamos aprender, mais que qualquer outra coisa.

Se vamos entregar nossas oferendas, e temos que entregar sim, façamos de forma conscienciosa a fim de mantermos as energias para quando delas precisarmos novamente. Lembremos que nossos Orixás são partes da natureza! Dessa mesma natureza que matamos um pouco a cada dia!

Sérgio Silveira, Tatetú N’inkisi Lambaranguange: Odé Mutaloiá.

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segunda-feira, outubro 13, 2008

A FORÇA DO PENSAMENTO

Eis algo de imensa força dentro de nós, seres humanos. E temos que nos acautelar com ele, uma vez que detentor de tamanha e desconhecida força, pode nos levar aos cumes mais elevados de nossos desejos, mas também, pode perfeitamente nos arremeter a um imenso mar de miséria total.

Sempre que sentirmos que nossos pensamentos estão de algum modo, nos levando a sentimentos como a vingança, o ódio, a intriga ou outro que não seja de ordem superior, devemos imediatamente coordená-lo a fim de que esses sentimentos não tomem conta de nossa alma.

Nosso pensamento deve possuir as características de Deus nosso Pai, e este não possui outros sentimentos que não sejam os mais puros com relação a nós, seus filhos e a tudo que ele criou.

Se canalizarmos nossos pensamentos, veremos que com muito mais facilidade, conseguiremos suplantar as dificuldades nos impostas pela vida, e, seguirmos a trajetória que escolhemos ao encarnarmos.

Muitos pensadores, filósofos e escritores tinham essa preocupação com o pensamento, essa força maior. Vejamos como exemplo as palavras do escritor Victor Hugo:

"Escuta tua consciência antes de agir, porque a consciência é Deus presente no homem."

Se observarmos essas palavras e seu contextos, veremos uma expressão máxima do que devem ser nossos pensamentos. A vida sempre foi e sempre será composta de sofrimentos, de provas intermináveis, pois que temos que nos mostrar dignos das coisas de Deus. Se ao invés de direcionarmos nossa mente a criar vingança, ódio e outros, a direcionarmos para a paz, o perdão, a humildade com certeza suportaremos melhor nossa passagem árdua por esse planeta.

Um outro fator que temos que aprender a direcionar nosso raciocínio, é com relação a alçarmos aquilo que desejamos para nós: temos que aprender a mentalizarmos coisas boas, vitórias em nossa luta pela sobrevivência. Abandonemos pois, os pensamentos que nos induzem ao fracasso, tal como: “eu não consigo isso, jamais sairei desse dificuldade”.

Passemos a manter nosso equilíbrio e dizermos para nós a todo instante: eu serei vencedor, eu superarei as dificuldades, eu irei adquirir tal coisa. Ao agirmos assim, mas com o pensamento livre de maldiçoes para nossos semelhantes, estaremos alcançando nossos objetivos com muito mais velocidade.

Sérgio Silveira,

Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.

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quarta-feira, outubro 08, 2008

PRECE DE CÁRITAS

Deus nosso pai, que sois todo poder e bondade,dai força àquele que passa pela provação,dai luz àquele que procura pela verdade,ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus dai ao viajor a estrela guia,ao aflito a consolação, ao doente o repouso!

Pai dai ao culpado o arrependimento,ao espírito a verdade,a criança o guia,ao órfão o pai!

Senhor, que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes! Piedade meus Deus para aqueles que a vós não conhece,esperança para aqueles que sofrem! Que a vossa bondade permita hoje aos espíritos consoladores, derramarem por toda a parte, a paz, a esperança e o amor!

Deus, um raio, uma faísca de vosso amor, pode abrasar a terra; deixai-nos beber na fonte dessa bondade fecunda e infinita, que todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão!

Um só coração, um só pensamento subirá até vós, como um grito de reconhecimento e de amor!

Como Moisés sobre as montanhas, nós vos esperamos com os braços abertos para vós! Oh poder! Oh bondade! Oh beleza! Oh perfeição! E queremos de alguma sorte, alcançar a vossa misericórdia!

Deus dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até vós! Dai-nos a caridade pura! Dai-nos a fé e a razão!

Dai-nos a simplicidade e a humildade que fará de nossas almas, um espelho onde se deve refletir a vossa puríssima imagem,

Que assim seja!

VOCÊ SABIA?

Que o nome Cáritas, significa CARIDADE?

Que a prece de Cáritas foi psicografada na noite de 25 Dezembro de 1873, por um espírito que se intitulava Cáritas, através de uma médium da época, a Madame, W. Krellque participava de uma reunião com um grupo de Bordeaux, França, e que essa senhora foi uma das maiores médiuns psicografas de toda a história do Kardecismo?

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

E CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ!


Quem de nós nunca ouviu essa máxima de Jesus Cristo? Com certeza todos nós já ouvimos ao menos uma vez em nossas vidas.

Se observarmos com atenção, veremos que essa máxima não somente nos mostra uma clara palavra de fé, mas, também nos abre os olhos com relação aos enganos que cometemos em nossas vidas, e também nos mostra a necessidade real de aprendermos, para que possamos distinguir o certo do errado.

Quando simplesmente nos deixamos enganar por falsas promessas, estamos nos acomodando às mentiras que nos são impostas tanto por sacerdotes como por políticos e outros membros de nossa sociedade, bem como, por seguimentos variados.

Como sacerdotes, temos a obrigação moral de mantermos a verdade acima de todas as coisas, mesmo que essa vá machucar e doer em algum de nossos semelhantes, ou em nós mesmos.

Ao nos procurarem, as pessoas tão somente desejam encontrar respostas para suas dores, seus sofrimentos e seus problemas. Se deixarmos de agir com decência e mentirmos ao invés de usarmos da verdade, estamos condenando mais uma pessoa a se manter no sofrimento e também condenamos nossa religião a ser mais uma vez pisada por pessoas das igrejas evangélicas, que, aliás, ADORAM um motivo por mais fútil que seja para denegrir nossos nomes e nossa fé.

A verdade tem o dom de dissipar as trevas de nossas vidas e nos fazer entender as dores deste mundo, que nada tem de cruel como pensamos, mas sim, é apenas o mundo, maravilhoso, e se somos felizes ou não, é apenas reflexos de nossas atitudes do dia a dia e até mesmo de encarnações passadas.

Quando mostramos a verdade a nossos consulentes e discípulos, fazemos na verdade uma caridade, pois que assim eles poderão enxergar que seu dia de hoje depende do que fizeram no de ontem.

Se mentirmos, condenamos essas pessoas a permanecerem em um mar tão podre, que dificilmente conseguirão algum dia alcançar a felicidade. Sabemos como sacerdotes que esse mundo tão somente é uma passagem e que mais dia menos dia retornaremos a nossa verdadeira morada, junto a Deus e nossos antepassados. Assim sendo, por que não fazermos essa passagem com base na verdade pura?

Porém, por outro lado, não podemos usar a verdade para escravizar as pessoas, para mantê-las sob nosso julgo. Temos sim, que deixar que a verdade os guie para o caminho da submissão a lei de nossos Orixás, e não as nossas vontades.

Não podemos também, usar da verdade para impor uma falsa autoridade nas pessoas, nesse ponto, concordo em graus, gênero e número com o Egiptólogo Gerald Massey, que viveu de 1828 a 1907 quando esse disse:

Temos que colocar a própria verdade como autoridade e não a autoridade como verdade”.

Quanta sabedoria nessas palavras! Quanto nos ensina em tão simples linha! Claro! Se usamos a autoridade como verdade, distorcemos a mesma, mas, se a deixarmos como a própria autoridade, estaremos mostrando uma capacidade imensa de nos submetermos aos nossos Orixás e principalmente: A DEUS NOSSO PAI! E assim sendo, aqueles que nos seguem, sentirão muito mais confiança em nós e em tudo aquilo que os ensinamos.

Sempre que mostramos a verdade aos nossos seguidores, estamos dando exemplo de dignidade e não de soberba.

Pensemos nisso!

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

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terça-feira, outubro 07, 2008

ANALISEMOS NOSSAS AÇÕES

Sempre, ao buscarmos a Deus e nossos Orixás, se faz imprescindível que olhemos a nossa volta e analisemos nossas ações para que estejamos certos de que merecemos o que pedimos.

Nossos pedidos são preces enviadas às esferas superiores, e, como preces não podem de forma alguma estar contaminadas pelo mínimo resquício de avareza, rancor, mágoa, ira ou qualquer sentimento contrário a natureza de nosso Criador.

Deus em sua infinita sabedoria acolhe nossas súplicas através de seus Ministros, nossos Orixás e a eles determina o que pode ou não ser feito por nós nesse planeta. Se ao nos dirigirmos a esses, com o coração tomado de sentimentos inferiores, com certeza estaremos nos condenando a receber exatamente o contrário do que pedimos.

Nossos Orixás, verdadeiros Anjos Guardiães, se manifestam pela vontade de Deus e esse por sua vez, apenas nos permite receber o que merecemos. Assim sendo, nunca em hipótese alguma, nos concederão exatamente o que imaginamos, salvo se estivermos contritos na justiça Celestial e sem maldade alguma em nossas almas e nossos corações.

Devemos impor a nossos espíritos as vontades de Deus e não permitir que a terra ou as vontades da carne sobressaiam, até mesmo porque jamais essas se sobressairão acima das leis que regem o universo.

Se pedirmos justiça, por exemplo, temos que analisar nossas atitudes e vermos se não cometemos injustiça com nossos semelhantes, pois que serão julgados não somente as atitudes deles, mas também as nossas ações que as causaram.

Vivermos em conformidade com as leis de Deus é estarmos aptos a recebermos de seus Ministros, o que de melhor existir nesse mundo principalmente no tangente a paz. Tendo paz, com certeza teremos maiores condições de obtermos o que necessitamos.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá. Babalorixá, escritor e pesquisador.

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sábado, setembro 27, 2008

CADA DIA, UMA NOVA ESPERANÇA

A vida, sempre nos traz dificuldades, tristezas e várias outras mazelas, mas, se estivermos contritos com Deus e com nossos Orixás e Guias Protetores, com certeza superaremos tudo e veremos que a luz nunca deixou de brilhar em nossas vidas.

Lágrimas nunca deixarão de correr em nossas faces, mas, com a sabedoria de quem realmente tem fé, e essa, inabalável, saberemos entender que essas lágrimas são na verdade, purificações de nossos espíritos ainda errantes.

Com um pouco de dedicação diária em orações e súplicas ao Criador, e a seus Ministros, os Orixás, iremos superar os obstáculos e com certeza teremos um amanhã melhor.

Devemos nos lembrar de que, nada acontece por acaso em nossa vida. Se hoje somos privados do sorriso, basta que tenhamos fé, e no amanhã nosso sorriso será ainda mais belo e irradiante. Porém, se nos deixarmos abater pela dor e tristeza, não conseguiremos suplantar as agruras da vida.

A fé, nada mais é que a certeza de que Deus existe e olha por nós. Temos que entender que seu tempo é diferente do nosso, e também o tempo dos Orixás, pois que esses vivem o tempo de Deus e não o da matéria. Mantermos essa certeza é a melhor forma de alcançarmos a plenitude que necessitamos.

Temos que lembrar de uma frase de Shakespeare que disse: “não há noite tão longa que não encontre o amanhecer”. E realmente, quem de nós viu uma noite infinita? Tudo nesse mundo é finito e também a dor e sofrimento.

Por outro lado, devemos nos lembrar das palavras de Deus: “há tempo para chorar, tempo para sorrir, para plantar e para colher”. Sim, devemos nos ater a essas palavras acima de tudo, pois que mais que simples palavras, são uma promessa, uma promessa de que venceremos se nos mantivermos ao seu lado.

Nossos Orixás por seu lado, também nos ensinam muito, e um de seus ensinamentos, nos diz que eles nunca nos prometeram uma dia sem sol, uma semana sem chuva, uma hora sem alegria, alguns momentos sem paz. Ao contrário, eles apenas nos prometem estar ao nosso lado nesses momentos onde nosso destino se cumpre independente das nossas vontades ou das vontades deles.

Se olharmos com mais amor, veremos em tudo, a vontade de nosso Amado Pai Celestial, e assim conseguiremos enxergar que: A CADA DIA NASCE UMA NOVA ESPERANÇA!

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá. Babalorixá, escritor e pesquisador.

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quinta-feira, setembro 25, 2008

BUSCA DE CONHECIMENTOS


Essa é uma eterna atitude do ser humano: sempre buscar mais conhecimento. Graças a essa busca incansável é que chegamos ao nível que chegamos com relação a muitas coisas. O homem sempre buscou e sempre buscará o conhecimento de todas as formas possíveis, mas, é necessário que essa busca seja feita de modo racional e respeitando os limites de cada um.

Nunca devemos, por exemplo, ultrapassar as barreiras do suportável por nossa mente, pois que estaríamos adentrando por caminho que não o do crescimento, mas o de nossa destruição. Não devemos jamais, tentar alcançar coisas que não nos são pertinentes ou competentes.

Nunca devemos tentar explicar o inexplicável, como por exemplo, os mistérios de Deus e de seus Ministros, nossos Orixás. Pois que assim estaríamos expondo nossa mente a algo que ela com certeza não suportaria. Temos que aceitar que algumas coisas são para serem aceitas e nunca entendidas.

Temos que aprender que o conhecimento tem que ser posto em nossas mentes aos, poucos, feito água que se dá a um sedento, que se ingerida em demasia e de uma só vez, ao invés de ser benéfica, torna-se maléfica. Conhecimento se adquire aos poucos, uma gota e outra ali, assim nosso cérebro, armazena e transcreve com mais segurança e sem falhas.

Muitos dos pensadores como Nietzsche, acreditavam, e os de hoje ainda acreditam, que conhecimento sem discernimento, de nada nos serve.

Ao adentrarmos nos mistérios de nossos Orixás, temos que entender que são coisas de milênios e milênios que estamos aprendendo. Que estamos lidando com fatos e seres que remontam o início da humanidade e de nosso planeta estaria assim, nossa mente capacitada para processar tudo isso de forma rápida e sem um parâmetro de separação?

Se tomarmos o conhecimento da mesma forma que um bom vinho, ou seja, saboreando aos poucos, veremos que nossa mente o processará de forma mais sólida e que, dificilmente perderemos o que nos foi ensinado. Mas, se por outro lado, mergulharmos nele como náufragos em desespero, veremos que dentro de poucos dias, teremos perdido muito do que nos foi passado.

É importantíssimo que tenhamos sempre à mão, livros e apostilas de tudo que nos interessa, e, aos poucos, dia após dia, leiamos uma página aqui e outra ali, para darmos tempo de nosso cérebro, computar aqueles dados, armazenando-os de forma que problemas e atropelos do dia a dia, não nos corroa tudo que lemos, ouvimos e consequentemente aprendemos. Tenhamos paciência ao aprender, para que o aprendizado seja salutar ao nosso corpo e nossa alma.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.
Babalorixá, escritor e pesquisador.

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sábado, setembro 20, 2008

ALERTA DAS ELEIÇÕES


Nesse período, muitos candidatos se aproximam de nós, prometendo empenho no combate à discriminação e intolerância religiosa, dizendo-se a favor de todas as religiões e blá, blá, blá...!

Não nos deixemos enganar! São lobos vestidos de cordeiro! Após conseguirem se eleger serão os primeiros a nos perseguir. Suas portas estarão fechadas para nós devido a nossa fé.

Saibamos escolher nossos candidatos. Observemos se ele vem de uma classe evangélica, pois que são FALSOS MENTIROSOS E MEDÍOCRES! Temos que aprender a escolher um candidato que realmente se comprometa com nossas causas! Busquemos apoiar candidatos que realmente sejam da Umbanda e Candomblé, porém que não sejam politiqueiros! Pois que já vi muitos que fingem também para apenas conquistarem nossos votos, mas depois de eleitos, se transformam em algozes de seus confrades.

Quantos de nós não sofremos com a perseguição? Basta que olhemos ao nosso redor e veremos que apenas nos observam e ao terem a primeira oportunidade, nos ferem sem dó alguma.

Voltemos nossa atenção primordialmente para nossos direitos, declarados na Declaração dos Direitos Humanos da ONU e também na Constituição de nosso País. Saibamos o que temos de direito e obrigações, pois não existe um sem o outro, e busquemos o apoio da justiça, reportemo-nos aos jornais e todo tipo de Imprensa para denunciarmos esses políticos que ao invés de fazerem valer os direitos do cidadão, legislam em causa própria não estando nem aí para o que sofremos.

Fechemos nossas portas para esses candidatos de outras religiões e abramos as nossas para os que são umbandistas e candomblecistas e assim veremos esse quadro se modificar!

Sérgio Silveira. Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

Babalorixá, escritor e pesquisador.

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quinta-feira, setembro 18, 2008

CLAMOR ELEITORAL

Mais um pleito eleitoral se aproxima e com ele mais uma frustração para mim e para centenas de milhares de umbandistas e candomblecistas: Nenhum candidato de nossa religião. Muito me preocupa e entristece tal situação, afinal mais uma vez entregamos a chance de revertermos o quadro da intolerância e perseguição que sofremos em nosso dia a dia.

Ligo minha T.V e apenas vejo candidatos que se confessam cristãos, seguidores de igrejas das mais diversas, mas nenhum membro de nossa classe. É necessário que recomecemos a olhar com outra ótica nossa situação, pois que enquanto evangélicos e católicos elegem simpatizantes e participantes de sua filosofia, nós espíritas, nem mesmo nos preocupamos em observar se tal candidato é membro do PARTIDO DA INTOLERÂNCIA.

Por que, me pergunto; que não nos empenhamos em eleger políticos comprometidos com nossa classe? Por que sempre elegemos de forma direta membros de igrejas e não de terreiros? Vergonha? Ou quem sabe por que não temos o discernimento para conhecermos os bons entre os maus?

Clamo a todos os irmãos que nos unamos e elejamos nossos candidatos, pois que somente assim seremos ouvidos verdadeiramente nesse país. Observemos que esses outros, apenas se dizem contra a perseguição e outras coisas, mas depois de eleitos simplesmente somem ou se escondem em seus gabinetes, guardados por seguranças e NUNCA MAIS OS VEREMOS, E OUVIREMOS DIZEREM-SE CONTRÁRIOS A INTOLERÂNCIA E DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA.

Suplico aos céus que nos conceda a coragem para encararmos mais quatro anos de atraso em nossa fé. Mais quatro anos nos quais seremos massacrados pelos mesmos políticos que hoje nos pedem votos.

Engraçado: na hora da eleição, somos iguais a qualquer um (na cabeça deles, pois somos iguais aos demais). Depois que se pegam eleitos e sustentados por nossos impostos, aí meus queridos a coisa muda de um momento para outro.

Observemos em quem vamos votar, busquemos um termo de compromisso dele com nossa causa e estejamos prontos para cobrar, pois o sofrimento continuará para nós.

Que Olorúm nos conceda a graça de sobrevivermos mais quatro anos.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

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