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quarta-feira, fevereiro 20, 2008

ELEIÇÃO


Mais um pleito eleitoral se aproxima. Devemos nos cuidar e estudarmos muito bem as propostas de cada candidato antes de darmos nosso voto. Muitos de nós encontram-se totalmente decepcionados com os políticos que pouco ou nada fazem em prol da sociedade e das classes menos favorecidas.

Porém devemos nos lembrar que esses políticos não entraram em seus cargos apontando uma arma, mas sim, que fomos nós, eleitores que os colocamos lá.

Chamo a atenção principalmente de todos os Umbandistas e Candomblezistas. Devemos estudar muito bem os candidatos, e nos lembrarmos que todos os anos somos convidados a entregarmos nossos votos a eles, na esperança de que algo farão em prol de nossa classe tão perseguida e discriminada. Mas depois de eleitos, nada fazem em nosso favor.

Observemos, pois, as propostas de cada um, se possível convidemos os mesmos para participarem de uma reunião em nossos templos, sabatinemos o mesmo na busca de desvendar suas reais intenções, e se depois, resolvermos juntos com nossa confraria a darmos nosso apoio, solicitemos um documento registrado em cartório, no qual esse político se comprometa com nossa causa.

Seguidores de igrejas evangélicas, têm seus representantes, e nós, espíritas independente da facção que seguimos, nos encontramos só em nossa luta, pois não elegemos um membro ativo de nossa religião a fim de vermos nossos direitos constitucionais respeitados.

Lembremos que nosso voto é a melhor arma que temos para lutar. Sejamos, pois, conscientes e saibamos optar, para depois não ficarmos mais quatro anos amargurando o remorso e até mesmo uma raiva, por vermos que mais uma vez fomos excluídos de um direito básico e constitucional: o da livre escolha e prática de uma religião.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

Conatos:

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br

sábado, fevereiro 02, 2008

CARNAVAL, FESTA DA CARNE OU DO DEMÔNIO?

Muito falamos em carnaval, e inúmeros são os preparativos que todos nós fazemos para que possamos participar do reinado de Momo que apesar de sua durabilidade ser de apenas três dias, mas, sua totalização é tão imensa que nos leva á exaustão completa. Brincamos, bebemos, vivemos um êxtase total nesses dias, colocamos todos nossos males para fora, e damos vazão à euforia.

Mas, afinal, carnaval é festa da carne ou do demônio?

Crescemos com a doutrina da Igreja Católica nos mostrando que essa festa é uma orgia de lúcifer e seus anjos decaídos. Mesmo na Umbanda vemos pessoas que acreditam ser essa festa uma profanação de Exú (coitado dele, mais uma culpa lhe foi impostada) a tudo que é de mais sagrado, até dentro do candomblé encontramos zeladores que acreditam piamente nessa teoria que a Igreja Católica vem apregoando por séculos e séculos, e até mesmo introduzindo os preceitos da quaresma em nosso calendário religioso, (o que dentro de minha humilde visão é uma incoerência, uma vez que quaresma é um evento católico nada tendo a ver com nossos antepassados africanos).

Bem, voltando ao tema em questão, o carnaval; lamentavelmente todos esses ensinamentos cristão estão incorretos, e isso afirmo baseado em pesquisas de trabalhos de historiadores como veremos a seguir. Segundo várias pesquisas de profissionais respeitados, o carnaval teve seu começo lá na antiga Grécia, mais precisamente por volta do ano 605 a 527 aC ocasião do surgimento da agricultura.

Essa festa milenar tinha como objetivo festejar a colheita dos grãos, a produtividade e fertilidade do solo, que garantia a alimentação de todo o povo. Alguns historiadores mostram que esses gregos antigos, homens, mulheres e crianças pintavam os corpos e o rosto com a intenção de espantar os demônios que atrapalhariam a boa colheita. Aqui abro um adendo para informar que DEMÔNIOS eram todos os gênios, espíritos, bons ou maus que habitavam fora da terra, no espaço. Fato esse explícito nas doutrinas de Sócrates e Platão, que nos mostram com clareza esse significância.

O carnaval conhecido como festa pagã, teve seu início nos idos do século VIII AC ocasião em que Pisístrato, um governante injusto e cruel, que governou Atenas oficializou o culto a Dionisio. Sendo que a Igreja Católica apenas incorporou esta festa em seu calendário por volta de 590 dC.

A primeira celebração em massa dessa festa foi no Egito antigo, sendo que nessas festas as pessoas homenageavam a deusa ísis e o touro apis dançando em volta de fogueiras, com máscaras e outros adereços.

Mais tarde essa festa se espalhou por toda a Grécia e Roma, como era comum a falta de uma convivência pacífica dado a separação das classes, era imprescindíel que houvesse algo que aliviasse a tensão, pois que assim se evitaria tanbém uma guerra interna, e a bebida passou a ser parte nos festejos caranavalescos, pois que as pessoas da época, ao se embebedarem consideravam-se mais ou menos na mesma altura.

Antes, porém de chegar ao Brasil, essa festa adentrou em Veneza e segundo alguns historiadores e pesquisadores, foi lá que foram introduzidas as fantasias, músicas e carros alegóricos que conhecemos hoje.

Porém existe um outro tipo de carnaval: O CRISTÃO, que a Igreja Católica oficializou por volta de 590 dC, devido à impossibilidade de sua proibição continuar, as autoridades eclesiásticas apenas exigiram um caráter mais sério no festejo por considerar que a forma como vinha sendo realizado era pecaminoso, porém essa exigência tirava o caráter principal: o riso e a brincadeira.

Somente durante o concílio de Trento em 1545 que o carnaval foi considerado festa popular. Então o Papa Gregório XIII, achou por bem transformar o calendário Juliano em Gregoriano e assim, estabeleceu as datas nas quais o carnaval aconteceria, porém mais uma exigência: essa mobilidade deveria exigir que a festa popular não coincidisse com a festa da Páscoa Católica.

Assim sendo, tudo nos mostra que essa festa maravilhosa em nada tem a ver com o diabo, satanismo ou qualquer coisa do gênero, e muito menos o “pobre” do exú é violador de datas ou atos santos ou sacrossantos, e nós candomblezistas ou umbandistas podemos sim brincarmos sem que estejamos violando nossos conceitos e de nossos antepassados.

Apenas devemos observar o uso de bebidas alcoólicas se não pudermos evitar em definitivo, para que nossa emoção benigna não se transforme em algo maligno e assim cometamos atitudes que acabarão com nossa euforia e a de nossos semelhantes.

Brinquemos nosso carnaval, mas não nos esqueçamos que nossos orixás, estão a nos cobrar disciplina, respeito e carinho por nossos irmãos.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá, babalorixá, escritor e pesquisador.

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Fontes de pesquisas: http://www.fundaj.gov.br; www.estrelaguia.com.br