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segunda-feira, novembro 24, 2008

ONDE ESTÃO AS FEDERAÇÕES?

Constantemente temos visto casos de intolerância e discriminação religiosa contra nós, praticantes da Umbanda e do Candomblé, mas nunca vemos uma voz que se levante verdadeiramente contra esses absurdos.

O engraçado é que pagamos uma federação, sim, pois sem os alvarás por elas expedidos somos proibidos de praticar a religião. Acho correto pagarmos sim, pois temos que nos vincular em alguma entidade a fim de obtermos respaldo para nossas ações sacerdotais.

Só que em meu modo de ver e pensar, essas federações TERIAM a obrigação de punir na lei, as igrejas que nos perseguem noite e dia em canais de televisão. Oras se vivemos em um país livre, no qual temos nossos direitos garantidos por uma Carta que se chama CONSTITUIÇÃO, por que somos atacados sem dó por essas pessoas? E o pior? POR QUE AS FEDERAÇÕES NÃO ENTRAM NA JUSTIÇA E OS FAZEM CALAR?

Tenho recebido denúncias de pessoas de outros Estados como Minas Gerais, que sofreram agressões em suas residências, e nada é feito para coibir tais erros!
Não faço aqui falsa apologia ou defesa da UNESCAP, mas como associado dela, tenho visto seu presidente buscar de todas as formas meios de conter essa onda de difamações que somos vítimas dia após dia. E se não fosse assim, saibam que seria eu o primeiro a sair dela.

Mas o que frustra é que em sua maioria, as federações apenas se preocupam em receber a anuidade que pagamos. Se são entidades registradas com a finalidade de FISCALIZAR os templos, não seria também sua obrigatoriedade, usar da justiça para defender o nome de quem paga para que existam?

Apenas sei que enquanto isso somos perseguidos noite e dia. Não temos sossego em nossas casas. Vizinhos acusam-nos de BRUXOS, MACUMBEIROS e nada é feito para coibir tais atitudes.

Penso que se houvesse federação que usasse da justiça para TIRAR DO AR esses programas de igrejas que tanto nos perseguem, a coisa mudaria sim. Depois a federação entrasse com processo de danos morais e materiais, calúnia e difamação, que pagassem caro por essas arbitrariedades e fosse a decisão do juiz publicada em jornais e até mesmo, que fossem as igrejas obrigadas a veicular a decisão em seus programas e DUVIDO que as coisas continuassem como estão.

Por outro lado, temos que sair do anonimato, lutar por nossos ideais, ir nas delegacias de polícia, registrar um Boletim de Ocorrência e assim passarmos esse documento para a federação que somos filiados e se ela não tomar uma atitude, simplesmente paramos de pagar e buscamos outra! Dentro do quadro de filiados da UNESCAP, existem pessoas que reclamaram de perseguição, mas por medo não tomaram as providências que a diretoria da entidade pediu.

Mas esses são casos isolados. Pois as federações, volto a repetir, parecem estar interessadas somente nas anuidades e DANE-SE O RESTO.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá. Babalorixá, escritor e pesquisador.

Contatos:

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