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sexta-feira, outubro 23, 2009

QUEM É EGUN

A palavra egun em yorubá significa ossos, e essa entidade muito pode fazer para nos ajudar. Existem aqueles que dizem ser esta, uma entidade do mal, que tão somente trabalha para a destruição, e ainda existem os que dizem que egun ao ser assentado, culmina por levar com ele algum membro de nossa família. Ledo engano!

Egun quando bem cuidado, serve para nossa defesa; é um ser ancestral e que muito conhecimento possui. Lógico que se o usarmos para o mal, a situação se transforma, mas, em geral, as pessoas o utilizam para abrir caminhos, desmanchar feitiçaria, livrar do mal olhado, atrair clientes para a casa de Santo e até mesmo para um comércio, basta apenas sabermos o que fazer para cada caso.

Muitos são os trabalhos que podemos confiar a esse ser. Existem pessoas que encontraram seu amor, graças a intervenção deles. Outros conseguiram viver com a pessoa amada, tão somente através da intervenção de egun; que desmanchou algum trabalho que tinha contra esta pessoa, ou mesmo ajudou para que a paz voltasse para o interior de sua casa.

Ao oferecermos obrigação a egun, temos que ter em nossa mente o que desejamos e também sabermos o que fazer para que o consulente possa alcançar a graça desejada.

Egun nunca foi um espírito do mal. Obviamente que como qualquer ser espiritual, é dotado da dualidade, a mesma, inclusive, que existe dentro de nós, seres humanos. Se usamos essa dualidade para o mal, então o espírito do mal, somos nós mesmos e não os eguns.

Um exemplo disso é, quando arriamos para ele, determinada mesa, para que ajude a pessoa a ter um emprego, para que livre a pessoa da morte ou mesmo a proteja contra mal olhado, armas e feitiçaria. Egun imediatamente se levanta e sai em busca daquilo que lhe foi solicitado.

Tratarmos de egun significa antes de tudo, tratar de nossos ancestrais. Em minha casa mesmo, uma pessoa precisava de vender determinados terrenos e nada conseguia fazer com que vendesse e somente através de egun, foi que conseguiu realizar o negócio. Egun, mediante o pagamento, trabalhou e essa pessoa hoje goza dos frutos daquilo que pediu.

Como nossos ancestrais, egun carrega em si, a força da natureza e é com ela que serve aos Orixás, dado que são servidores dos mesmos. Uma casa de santo não só se pode como se deve cultuar egun para que a mesma possa crescer e ter condições de ajudar a quem ali recorra em busca de ajuda para seus problemas

Também em nossa casa, podemos alimentar egun, claro que sob a orientação de um sacerdote que saiba lidar com o mesmo, e que somente esse sacerdote efetue as obrigações para que possamos obter os favores daquele egun.
A escolha do egun que morará em nossa casa, não é nossa, mas sim, feita somente através do jogo de búzios, pois o Orixá determinará qual egun deve ser assentado ali. E existem vários eguns, assim a consulta é feita para que seja escolhido pela casa, o egun que deverá ali ser cultuado.

Seu culto porém, deve ser feito do lado de fora de casa, e somente a pessoa a ela apresentada deve lhe levar as oferendas para que possa trabalhar.

Egun, ser ancestral, aquele que cuida de nós e de nossa casa, de nós,e que está sempre pronto a ajudar-nos em nossas dificuldades.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@gmail.com


quarta-feira, outubro 21, 2009

OS RITUAIS, PERTENCEM AOS INICIADOS

É muito comum, vermos pessoas se anunciando como jogadores de búzios, que realizam oferendas aos orixás entre as quais, até mesmo oferecem holocausto. O problema é que existe um número cada vez maior de pessoas que não são feitas, e que saem por aí fazendo artimanhas com intuito apenas de ganhar dinheiro fácil.

Isso é um erro! O oráculo de Ifá, somente deve ser manuseado por pessoas feitas e com suas obrigações em dia. Os rituais somente podem ser feitos por aqueles que receberam seus direitos sacerdotais, e não por qualquer um que se aventure por esses caminhos.

A desmoralização de nossa religião é grande com esses acontecimentos, afinal, de que serviu então, todo o sacrifício nosso, e de nossos mais velhos, para que pudessem atuar com sacerdotes e sacerdotisas? Seria por acaso, o segredo dos Orixás algo tão insignificante para que alguns ajam com tanto menoscabo? Posso garantir que nossos segredos são na realidade, dignos de todo respeito e de toda reverência, pois que, lidamos com seres que governam a natureza e com segredos milenares.

Essas pessoas que agem como zeladores sem nunca terem passados por nossos preceitos, são ridículas, imbecis e merecem ser denunciados por charlatanismo. Uma vez que tão somente tentam o enriquecimento ilícito. Jamais um verdadeiro sacerdote, anuncia aos quatro ventos coisas como: “trago seu amor de volta em três dias, realizo todo tipo de trabalho”, pois que seus clientes o indicam a outros e assim por diante, formando uma grande ramificação de pessoas que são tratadas em suas casas.

Outros, umbandistas, saem por aí, cantando cantigas de candomblé em seus trabalhos, sem se importarem ao menos em saber o que cantam. Já soube até mesmo de Orixá que vira em cantiga de Umbanda! Não que a Umbanda não mereça respeito, ao contrário, quando praticada com verdade e seriedade, é um ritual lindo de se ver e de se participar. Certa vez estava em uma determinada casa eu ouvi um exú cantar: “Deus lhe pague, Deus lhe ajude, Deus lhe de felicidade e saúde”. Aqueles que são feitos, sabem que esta é uma cantiga dos caboclos de nação, em agradecimento por algo que recebem nas casas quando lá estão.

Já tomei conhecimento de pessoas que nunca foram feitas, e que até mesmo sacrifício de bichos oferecem aos Orixás. Isso é um absurdo! Se por ventura, você, meu irmão ou minha irmã, foi vitima de uma pessoa assim, não pense duas vezes: denuncie na federação e exija que a mesma tome providencia, leve ao conhecimento dessas autoridades o ocorrido, que com certeza a pessoa sofrerá as sanções previstas para esse caso.

Nossos rituais, são sagrados e somente pertencem aos iniciados que possuem já, o direito de interagirem junto aos Orixás em prol de alguém, e esse direito se dá com o recebimento do Deká, ou da obrigação de sete anos, como é mais conhecida.

Não tema, denuncie, pois somente assim conseguiremos moralizar nossa tão amada religião.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com



sábado, outubro 17, 2009

A VERDADEIRA OFERENDA

É comum que ao nos encontrarmos diante de uma dificuldade, ofertemos presentes a nossos Orixás e Guias protetores para que possamos alcançar graças e assim termos como seguir em frente em nossa caminhada. Obviamente que elas são válidas e nos ajudam e muito a superar nossas fases difíceis.

Porém, temos que nos ater que, as oferendas somente, muito pouco fazem em prol de nossas vidas, porque temos que antes de tudo estar com nossos corações abertos para o amor e o perdão. De que nos adianta, por exemplo, oferecermos uma comida para Oxalá no sentido de nos perdoar por algo cometido. Ou mesmo para Ogum ou Águé para que nos ajudem a encontrar um bom emprego, para que abram nossos caminhos financeiros, se dentro de nossos corações reinarem a vingança, o ódio, o remorso, ou qualquer outro sentimento inferior?

Posso lhes garantir que muito pouco ajudará essa oferenda. Pelo motivo de que a verdadeira oferenda é nosso coração puro, repleto de amor e perdão, a fé viva em Deus e nossos Orixás.

O amor nos abre portas incríveis, nos proporciona meios milagrosos de resolver todos os problemas que tivermos em nossas vida A fé já é meio caminho andado para que possamos resolver todos os obstáculos que a vida colocar em nossa frente.

Se ficamos em um canto, reclamando e maldizendo a sorte, com certeza muito pouco conseguiremos em nossas vidas, mas, se por outro lado, enxugamos nossas lágrimas e confiamos o desfecho a nosso Orixá, alcançaremos tudo aquilo que desejamos. A força do pensamento, todos sabem, é de vital importância para tudo que desejamos nessa vida, e temos que canalizar este, para o desenvolvimento benéfico de nossa vida.

Entreguemos pois, várias oferendas a nossos Orixás, mas, antes de tudo, entreguemos a maior de todas as oferendas: a fé e o amor por tudo e por todas as criaturas da Terra.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

sexta-feira, outubro 09, 2009

A SUPREMACIA DA PAZ

Que vivemos em um mundo conturbado, todos sabemos, mas, podemos sim, viver em um mundo de paz e harmonia, bastando para isso que saibamos canalizar as energias de nossos Orixás para tal.

A palavra Orixá em Yorúba significa guardião, ou ainda dono da cabeça. Com o sentido de guardião temos a visão de nosso anjo da guarda e como tal, essa divindade não deseja outra coisa que não seja a paz e a harmonia entre os homens.

Quando utilizamos de nossos conhecimentos para prejudicar a quem quer que seja, causamos um sentimento de tristeza em nossos Orixás e consequentemente geramos dívidas espirituais para nós mesmos e toda dívida tem que ser paga.

Nada nesse mundo se compara com a supremacia da paz! Ao entregarmos uma oferenda solicitando ajuda de nossos Orixás, no sentido de obtermos a paz, provocamos aí uma avalanche de boas energias que não somente nos atingirá como a tudo que nos rodeia. Orixá é paz, amor, humildade e sabedoria, e essa ultima só obteremos com o discernimento necessário para entendermos que não importando os caminhos e o grau que alcancemos, estamos todos, sujeitos às leis divinas.

O lido com o sagrado é belo, esplendoroso e de muito conforto para nossas almas, bastando que saibamos direcionar nossos pedidos e nossas oferendas. Nunca devemos usar de nossos meios para prejudicar aos outros, pois que assim, estaremos nos afastando dos principais objetivos das leis de Deus tão pregadas por nosso Mestre Jesus Cristo.

Muitos me perguntam por que me refiro tanto a Jesus, e para esses vai aqui a resposta: não sou católico, e sim Candomblezista e tenho muito orgulho de minha fé, porém, negar a existência de Cristo, seria negar a existência do Próprio Deus e isso seria o cúmulo da ignorância. Ao reportar-me a existência do Cristo, não prego o cristianismo, mas sim, a verdadeira prática do amor e do perdão, afinal ele, como Cordeiro, se entregou a seus algozes e ao ser imolado, não levantou sequer uma palavra que fosse de descontentamento ou mesmo de ira ou revolta com o destino que a humanidade lhe obrigava.

Quantos de nós, por muito menos não se levantou contra os desígnios de Deus, não esbravejou contra seu Orixá tão somente por passar um momento de dificuldade em sua vida?

Isso é revolta e, contra a força não existe defesa. No panteão afro antigo, claro que a presença de Cristo não era mencionada, afinal, falamos de uma cultura com mais de 8.000 anos, mas, após seu nascimento e sua morte, nenhuma cultura desse mundo pode negar sua existência. Cristo para mim, é a personificação da paz, do amor e da supremacia. Jamais existiu ou existirá outro como ele!

Tive meu início religioso dentro do Catolicismo como a maioria dos brasileiros, mas nunca concordei com as práticas dessa fé, no tangente a salvação, indulgência e outros. Penso que no processo reencarnacionista temos a chance de nos livrarmos de nosso Karma e assim, quitarmos nossas dívidas com o criador.

Jamais irei acreditar em um lugar onde existe um ser que nos cozinha eternamente por conta de nossos erros, isso seria negar a essência principal que Cristo pregou: o perdão e o amor eternos. Desse amor que somente uma mãe pode ter por seus filhos.

Tudo no Universo é vida, e vida segundo todas as crenças filosóficas e religiosas, se baseia em amor, em paz, e nunca em violência e contestação dos caminhos que seguimos na Terra.

Ao abrirmos um obi, por exemplo, abrimos conclamando as forças de nossos antepassados, as forças benignas para que possam vir em socorro daquela pessoa que passa por aquela obrigação, e se não agirmos assim, nossos Orixás não conseguem fazer com que a vida seja menos dolorosa para o consulente.

Ao entregamos uma oferenda em prol de uma pessoa doente ou que passa por alguma privação, o que mais pedimos? A paz! Assim sendo, como negar que somente a supremacia dessa pode muda o mundo?

Quando desejamos apagar um fogo, utilizamos água e não gasolina. E assim são as expressões de paz: água que abranda e extingue o fogo da guerra. Experimentemos, pois, essa maravilha que é a paz e seremos muito mais felizes nesse mundo de expiação.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@ig.com.br

quarta-feira, outubro 07, 2009

A LEI DO KARMA

Vivemos nosso dia a dia e muitas vezes nos esquecemos de que nossas ações são vistas e analisadas por nossos mentores que tão somente seguem a lei de Deus nosso Amado Pai.

Ao nos prepararmos para tomar uma atitude, ou mesmo uma decisão, temos que nos lembrar de que em tudo existe a lei do retorno e essa, nos obriga a pagarmos nossas ações aqui mesmo nesse planeta em que vivemos.

Quando nascemos temos nossos projetos de vida, nossas privações, alegrias e tudo o mais, marcados, e, esses são partes de nossos débitos das nossas outras existências. A isso chamamos KARMA.

Ao idealizarmos qualquer coisa aqui nesse plano temos que nos ater que dependendo de nossas atitudes, estaremos criando KARMAS que não passaremos sem resgatá-los. Dentro desse resgate existem provações simples e até mesmo as mais cruéis possíveis, e isso nunca foi nem será uma imposição de nossos inimigos, mas, de nosso próprio espírito.

Ao contrário do que imaginam muitos, Deus não nos condena a um território obsoleto, onde existe uma figura a nos cozinhar em caldeirões como se fossemos carne a ser servida em um banquete. Ao ser criado o espírito, é implantado nele, uma consciência e é justamente essa consciência que nos pune, cobrando por nossas dívidas ou nos permite o descanso após nosso traslado para o outro mundo.

Se nossa consciência observa que agimos de forma errada, teremos aí um verdadeiro cartório que nos cobrará incessantemente até que esse débito seja pago. Nada, absolutamente nada será esquecido, por mais ínfimo que seja.

Muitas vezes encontramos pessoas com defeitos físicos, outros que vivem em miséria absoluta, já algumas pessoas por mais que lutem e conquistam fortunas, veem tudo se perder com doenças terríveis. Isso é KARMA e com certeza se passamos por tal, é tão somente a vidas passadas, a atitudes erradas que tomamos em nossa passagem por esse planeta.

Pessoas que aqui são dotados de fortunas, e fazem dela mau uso, não estando nem aí para a dor e o sofrimento dos menos afortunados, voltarão a esse mundo como mendigos, e terão assim que pagarem por suas ações. Aqueles que em outras vidas, mataram, mutilaram, voltarão como deficientes físicos e sofrerão com o descaso das pessoas, essas formas são na verdade, meios de nossa consciência espiritual nos obrigar a resgatarmos nossos erros.

Se nessa vida, usamos meios ilícitos, por exemplo, para nos apossarmos de bens de outros, voltaremos aqui e sofreremos com as provas que nos serão impostas por nossas consciências.

É de suma importância agir com sabedoria a fim de que possamos gozar de descanso após nossa jornada nesse mundo. Afinal as dores do corpo físico nada são, se comparadas as dores do espírito. Por mais que soframos nesse mundo, não temos como comparar com o sofrimento do espírito, pois que, nossa carne é finita e o espírito eterno, assim sendo, podemos estar nos condenando a sofrimentos terríveis que podem perdurar séculos e séculos sem que nada possa ser feito para nos abreviar a dor em nossas almas e nossos espíritos.

Existem inclusive, depoimentos de espíritos que se compadecem de outros irmãos que penam anos e anos em uma situação de tortura íntima que os condena, por exemplo, a vagarem pelos mares sofrendo a ânsia do afogamento sem se perceber que seu corpo físico já virou alimento para os seres ali existentes. Outros, sofrem por séculos achando que estão sendo queimados, mas, sua carne há muito deixou de existir. Existem ainda aqueles que são condenados a sofrerem a dor de seu corpo físico ser comido pelos vermes dentro do túmulo, sentem a putrefação de seus corpos numa ânsia que por mais que tentamos não conseguimos entender.

Outros espíritos se agarram a seus esqueletos numa tentativa inútil de se levantarem, pois não enxergam que seu corpo morreu. E isso sem falarmos na SEGUNDA MORTE, que é justamente a morte do espírito, e esse, sem corpo físico sofre a penalidade de sua morte eterna.

Nada, nada absolutamente acontece sem que Deus em sua infinita sabedoria, tome conhecimento,e assim também, sem que seus Ministros, nossos Orixás e Guias protetores, não nos imponham a cobrança de tais.

Ao vermos um espírita sofrendo descomunalmente sem uma explicação lógica, é tão somente por ter feito mal uso de seus dons, explorando aos outros, agindo de má fé com a intenção tão somente de juntar riquezas, não se importando em nada com a dor e o sofrimento alheio.

Se agimos com bondade, se usamos do direito de cobrar nosso chão, sem exploração, se dedicamos alguns momentos de nossas vidas para fazer a caridade, teremos nossas dores amenizadas por nossos Orixás e por nossos Mentores.

Assim é a lei do KARMA: pagamos todos nossos débitos independente do que fomos nessa Terra. Saibamos então agir com cautela, sem ânsia de riqueza, nos curvando perante a vontade de Deus e estaremos conquistando o direito de repousarmos após túmulo e nos prepararmos assim para nossa jornada espiritual ao lado de espíritos superiores e trabalharmos em ambiente de luz e progresso.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com