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sexta-feira, julho 03, 2009

O MERECIMENTO É A FORMA DE SE OBTER O QUE SE DESEJA

Temos sentido ultimamente que uma grande maioria da população tem buscado no Orixá soluções para seus problemas e muitas vezes se frustram, por não alcançarem seus pedidos em sua plenitude ou mesmo por não conseguirem alcançar a graça de forma alguma.

Muitas são as promessas, mas, nem sempre é fácil de se resolver um problema, pois que as causas são variadas e assim sendo a solução também é variada e algumas vêm com mais rapidez que outras.

A realidade por trás disto é simples: temos aquilo que está dentro de nosso merecimento perante as leis Divinas que regem o Universo.

Não adianta desejarmos algo que não esteja dentro de nosso merecimento. Isso nenhum Orixá poderá nos conceder. E também temos que entendermos que o tempo de Deus é totalmente diferente do nosso. Nunca conseguiremos as coisas em nosso tempo e sim, no tempo de nosso criador supremo. O que levou para nós, em nosso tempo terreno, um ano, para Deus levou apenas um mês e assim sendo alcançamos nossa graça, mas dentro das limitações de seu tempo.

Se olharmos com mais atenção, veremos que nosso Pai Celestial, sempre nos fornece a ajuda em tempo hábil, quando pensamos que tudo está perdido. Nesse momento vemos que a natureza de nosso Pai agiu dentro dos limites de nossas vidas e de nossa expectativa.

Jamais ele nos deixa esperando em vão, e se ainda assim, por mais que recebemos continuamos e sofrer, é porque dentro das leis celestiais, estamos ainda com algum débito e temos que pagar todas as nossas dividas antes de podermos descansar em paz, gozando das coisas terrenas.

Um outro fator é a condição do que pedimos. Por exemplo, pedimos a um zelador para realizar um trabalho, pois nossos caminhos estão fechados e não conseguimos caminhar firme. Mas, eis que pedimos, oferecemos presentes, sacrifícios diversos, mas perece que o universo conspira contra nós. É que ainda não estamos aptos a receber tais intercessões em nosso problema, pois que ainda estamos em débito com nossos antepassados e com Deus e suas leis.

Podemos ter a certeza de que nosso Pai, não permite que soframos aquilo que não merecemos e muito menos nos dará um farto incompatível com nossas forças. Ao contrario: sempre nos dá somente um fardo que possamos carregar, sem que precisemos atingir aos nossos irmãos nesse planeta.

Temos sim, que nos policiar para que não sejamos vítimas de nosso orgulho, de nossa empáfia e de todos os defeitos que carregamos nesse mundo, porque somos humanos e como tal, cheio de imperfeições e defeitos.

Tenhamos fé e a certeza de que Deus e seus mensageiros os Orixás, estão em constante vigília e intercedem por nós e por nossas causas. Saibamos esperar com resignação e a vitória nos pertencerá com certeza.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi. Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

O ADJÁ


Um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do Candomblé. Na verdade, o adjá ou adjarin, é uma sineta de metal, feito em bronze ou metal dourado ou prateado.

É comum vermos nas rodas de Candomblé, pessoas mais velhas de santo, tocarem esse instrumento que tanto pode ser de duas, três ou mais câmpulas, enquanto dançam para os Orixás.

Seu manuseio, no entanto é vedado aos que ainda são yawôs, ou seja: àqueles que ainda não possuem sua obrigação de sete anos. E também aos não iniciados nos preceitos da religião.

Durante a dança o instrumento serve para invocar e manter a vibração do Orixá na sala, para que a energia não saia daquele local onde está sendo realizada a festa. Quando se dança com algum santo, ou seja, quando uma Ekédi ou um sacerdote ou sacerdotisa dançam acompanhando algum Orixá, o som desse instrumento serve para guiar o mesmo durante o ritual.

Já em determinadas situações como rezas e outras obrigações, o adjá tem a função de chamar nossos Orixás para aquele rito, fazendo com que os mesmos abandonem temporariamente sua morada no Orúm, Céu, para se manifestarem sem seus filhos, ou, quando for um Ogã ou uma Ekédi ou ainda alguém mais velho de santo, ele guia o Orixá até aquele local para que o mesmo possa permanecer ali invisível e assim dar a assistência que seu filho ou crente solicita.

Também usamos o adjá para anunciar o inicio de algum ritual ou para chamar a atenção das pessoas para algum ato importante.

Como tudo no Candomblé, o adjá passa pelo processo de imantação e dado a esse, é que somente pessoas autorizadas podem tocá-lo.

De Exú a Oxalá, todos eles respondem ao chamado desse instrumento litúrgico, bastando que a pessoa saiba como utilizá-lo. Seu som chama a atenção dos Orixás, anunciando que alguma coisa está sendo feita naquela casa.

O adjá provoca o transe das pessoas quando tocado acima de suas cabeças, pois no processo de imantação ele recebe as energias do holocausto que foi oferecido a determinado Santo.

Pessoas que ainda não possuem direito a usá-lo, são imediatamente incorporadas por seu Santo, ao pegarem no mesmo. Nosso zelador utilizou aquele instrumento para chamar nosso Orixá, desde nosso bori até nossa iniciação, assim sendo, como vamos sair tocando adjá sem termos recebido autorização para tal? Vale lembrar que: quando recebemos autorização para manusear esse instrumento, nosso Orixá costuma vir em terra para que seja “quebrada a quizila” e assim, ele possa reconhecer nosso direito.

Usado em cerimônias festivas ou não, o adjá é de suma importância no Candomblé e se você ainda não tem “mão de adjá” ou seja; não está autorizado a fazer uso do mesmo, não faça, não pegue nem utilize, pois as consequências podem ser graves.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.

odemutaloia@gmail.com

odemutaloia@hotmail.com