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terça-feira, agosto 10, 2010

TEMOS QUE APRENDER A LIDAR COM A MORTE

Existe um antigo dito popular que diz que: “tudo na vida passa, tudo se acaba”. Até mesmo a vida finda algum dia. Infelizmente para alguns, a perda de um ente querido, torna-se em dor que o acompanha para sempre. Isso se deve ao fato e não saber lidar com a morte.

A morte nada mais é que uma transformação, da mesma forma que a água se transforma em vapor, e vice versa, somos transformados por essa mensageira do além. Quando morremos na carne, começa a real vida do espírito, ou seja: nosso espírito, livre do invólucro que é seu corpo físico, retorna para a pátria espiritual e vai começar uma nova etapa, só que essa ao contrário da etapa terrena, não possui os vícios e necessidades da carne.

Morremos no corpo, mas, continuamos vivos no espírito, pois esse sim é eterno e puro, muito embora insistamos em contaminá-lo com as vicissitudes do mundo.

A morte como transformação, faz parte de todos os mistérios de Deus, e esse sabe perfeitamente o que cada um de nós, precisa e merece.

Não devemos temer a morte, mas sim, o sofrimento da carne e do espírito, e para isso, precisamos aprender a nos preparar para esse momento certo de cada um de nós. E a melhor forma de nos prepararmos, é vivendo mais o espírito que a carne, ou seja: vivermos sem ganância, sem mentiras, sem intrigas, sem ódio, rancores, mágoas, avareza, desejar coisas ruins para nossos irmãos, além de tantos outros defeitos da carne.

Temos que nos lembrar de que; independente do tipo de vida, do credo, da cor e da raça, somos todos filhos do mesmo Pai, e esse mais dia menos dia, nos chamará de volta para seu Reino, para que possamos dar conta de nossos atos aqui na Terra.

Termos em nossa consciência que, somente Deus tem o poder absoluto, que somente Ele pode por e dispor de tudo nesse mundo, é estar atentos às suas leis e vontades. O ser humano precisa entender que nem mesmo os Orixás, podem proporcionar aquilo que aos olhos da Justiça Divina, não se fez merecedor.

Nem mesmo nossos Orixás podem interpor-se entre a vida e a morte, pois as duas fazem parte do viver. Ao nascermos, damos o primeiro passo em direção ao túmulo, e essa caminhada somente termina no tempo que nos foi designado, pois nada se passa sem que a espiritualidade acompanhe.

Precisamos, pois, fazer-nos merecedores de suas intervenções em nossa jornada, inclusive, na hora de nosso desenlace material.

Nada tem de anormal na morte. Ela faz parte da rotina de vida de tudo que existe nesse planeta. Basta olhar e ver que, mesmo as plantas possuem seu ciclo e um dia perecem para dar lugar à outra de sua espécie.

Quando morremos, na verdade, cedemos lugar para que outros possam nascer e assim darem seguimento à sua jornada nesse mundo. Para cada um que morre, nasce outro em seu lugar e assim, a vida segue, tanto aqui, quanto no mundo espiritual.

Não devemos ter na mente que com a morte se findam as coisas. Se finda a vida terrena, mas como ser infinito que é o espírito continua seguindo em frente sem olhar para trás. Devemos seguir esse exemplo, e continuar sempre, pois a cada passo que damos, é uma folha que viramos uma página a menos no grande livro de Olorúm.

Não devemos nos apegar em valores mundanos, mas sim, “juntarmos tesouros no Reino de Deus” porque somente dessa forma estaremos nos aproximando mais da pureza. Como ser ancestral, nosso espírito caminha sempre por sua estrada e nada desse mundo tem valor para ele. Então, por que temermos a morte?

Ao chegar em casa, após um exaustivo dia de trabalho, o que faz uma pessoa? Toma seu banho e troca de roupa, pois aquela está suja e ele simplesmente a deixa em um canto sem que seu olhar pouse nela.

Da mesma forma age o espírito quando seu corpo morre: ele simplesmente abandona aquela vestimenta terrena que usou e segue em busca de seu caminho, sem o peso da Terra e sem as dificuldades mundanas.

Se choramos por alguém que se vai, é tão somente, porque temos dentro de nós, a ideia de que não mais veremos aquela pessoa. Mas isso está errado. Aquele ser passou a completar a energia do Cosmo e com certeza estará ao nosso lado sim. E mais dia menos dia, estaremos todos juntos de novo.

Então, esqueçamos o medo da morte. Vivamos nossa vida, como se cada dia fosse o último e procuremos nos aperfeiçoar para que sejamos dignos das bênçãos de Olorúm que recai não somente sobre os encarnados, mas também sobre aqueles que já deixaram esse mundo.

Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.