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terça-feira, março 27, 2012

A IMPORTÂNCIA DO RETIRO ESPIRITUAL


Muito comumente vemos somente pessoas de outros seguimentos religiosos, dedicarem-se ao retiro espiritual, e, dentro de nossa Religião, é muito raro encontrarmos essa prática.

Acontece que o retiro espiritual é de suma importância tanto para os adeptos da Umbanda como mesmo do Candomblé, afinal é uma oportunidade de estarmos em contato direto com a Natureza e consequentemente com nossos Orixás e Guias Protetores.

Para que possamos promover um retiro espiritual, é imprescindível que tenhamos acesso a um local onde a mata e a cachoeira sejam presentes.
Não se deve ter acesso à bebida alcoólica, carne vermelha e muito menos aos prazeres da carne, pois ali estão as pessoas, tão somente para que possam se energizar e conseguirem assim alcançar a força e o poder da natureza.

No retiro espiritual, temos a oportunidade ímpar, de entrarmos em contato com a natureza e consequentemente com os encantados que nela habitam.

O recomendável para se obtiver sucesso no retiro, é mantermos o ambiente puro. Para tal, devemos ao chegar, defumar todo o espaço que será utilizado, acender velas e arriar oferendas aos encantados para que eles possam assim, entrarem em contato conosco e trazerem a essência mais pura de Deus.

Para tal, é imprescindível que se faça essa reclusão durante três dias: sexta, sábado e domingo. E, desde a chegada, devemos orar, pedindo aos encantados que se dignem a vir até aquele local, trazer a paz e a harmonia necessárias.

Antes de se dar inicio ao retiro, tanto o dirigente do Templo, como as pessoas que dele farão parte, devem-se abster de sexo, bebida e carne vermelha com três dias de antecedência e, antes de sair do Templo, todos devem tomar banhos de ervas cheirosas, deixar seus anjos da guarda acesos com velas de sete dias, bem como o gongá e seus Orixás, (se forem de Candomblé).

Outra oportunidade ótima que temos durante a reclusão, é trocarmos ideias sobre a religião, sobre os caminhos que devemos seguir em nossas vidas, e até mesmo, formas de combater a discriminação e o pré-conceito de que somos vítimas no dia a dia.

Pedir orientação aos seres de luz, para que possamos seguir nossa jornada nessa Terra, sempre voltados ao bem a ao amor ao próximo. O dirigente deve aproveitar ainda, essa chance, para doutrinar seus médiuns e até mesmo os Guias que compõem o corpo astral da casa. E para isso, deve-se fazer uso de orações, cânticos sagrados, e pregar toda a doutrina necessária para que sejam seus filhos, médiuns exemplares.

O retiro deve fazer parte do calendário anual de eventos da casa e é recomendado que aconteça ao menos duas vezes por ano. Nunca deve o dirigente, perder uma oportunidade de zelar pela moral de sua casa e de seus filhos, pois estará antes de tudo, colaborando para o bom andamento das causas espirituais e para o aperfeiçoamento de seu corpo mediúnico.

Ao fazer o retiro espiritual, o dirigente de um templo, está antes de qualquer coisa, dando sua parcela para que a religião que tanto amamos, seja mais humana e que tenha mais condições de se ver seus praticantes seguindo as orientações primárias da espiritualidade: o amor ao próximo, à Deus e a todas as suas criações.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá. Presidente do Conselho Religioso da UNESCAP.