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sábado, julho 02, 2016

Orar, jejuar, e dar oferendas aos Orixás, fazem parte de nossa fé

Todos nós que somos do Santo, temos nossas obrigações anuais para com os mesmos, a fim de, renovarmos nossa energia e termos um contato mais próximo com nosso Pai ou Mãe, dependendo se a pessoa é  de Oboró, (Tatetú) ou de Yabá, (Mametú), porém, existem aqueles momentos em que, levados por motivos alheios à nossa vontade, não podemos nos recolher para as devidas obrigações, e, para os que realmente dedicam seu amor a seu Orixá, a falta da obrigação, o arremete a uma sensação de abandono ou mesmo de, falta de amor para com aquela Deidade. 

Obviamente que, nada substitui as obrigações, até mesmo porque, o Santo reconhece as mesmas e não a idade que contamos, assim  sendo, uma pessoa que tem 20 anos se feita, mas, tomou apenas as obrigações de 01 e de 03 anos, seu Orixá a verá com três anos de feito. Isso com certeza irá atrapalhar a vida da Pessoa, pois sabemos que somente quem possui suas obrigações em dia, pode exercer o sacerdócio.

Porém, temos no jejum, na oração e nas comidas secas, (presentes), uma forma de minimizar o sofrimento pelo qual a pessoa está passando. Quando falamos em jejum, algumas pessoas acham que estamos nos comparando com as religiões neopentecostais, mas, posso garantir que o jejum tem uma grande força dentro de nossos preceitos. 

A prece é outra forma de mantermos um contato com o Orixá, bem como com Deus e nossos Guias espirituais. Recordo-me, de quando era ainda yawô, de ter visto tanto minha falecida e saudosa mãe no Santo, como outras pessoas muito velhas, dizendo que poderia sim, uma pessoa rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria e oferecer a seu Orixá , pois que, o mesmo ouviria sim, e atenderia ao chamado e aos pedidos que seu filho fizesse. 

Quantas vezes, passando pelo barracão onde fui iniciado, cumprindo com os serviços diários, vi pessoas mais velhas jejuando nos pés de determinado Orixá, em prol de uma cura, de um pedido de emprego e outros. E, com certeza, via essas pessoas receberem a graça pedida. Isso porque, iam de coração aberto, com amor e fé, efetuarem aquele sacrifício. Sim, tudo o que fazemos, é um tipo de sacrifício para nosso Orixá e este com certeza verá com bons olhos nosso enaltecimento de seu nome. Nada é perdido dentro do Axé Orixá,  tudo é um sacrifício, até mesmo o simples fato de acendermos uma muila, vela, para nosso Orixá. 

Uma oferenda muito comum, é dar canjica branca, ebô, para nosso Santo, afinal, essa é a comida de Oxalá, o Grande Pai de todos os Orixás e consequentemente, Pai de todos nós. Ao ofertamos o ebô aos pés de nosso Santo, estamos colocando Oxalá comendo junto, e como, um Santo se negará a ouvir um pedido que o fazemos em nome de Oxalá? Não importa o tamanho de seu problema, nada é insolúvel dentro do Santo, mas, temos que entender também que, para termos aquele pedido atendido, nos sujeitamos ao nosso merecimento dentro das Leis de Deus todo Poderoso. Os que leem com frequência esse blog, sabem que, sempre esclareço que o universo é regido pelas Leis de Olorúm e que, nossos Orixás nada fazem sem antes averiguarem se somos merecedores ou não do que pedimos. 

Deveriam, as pessoas do Santo, aprenderem a rezar antes de dormir e antes de se levantar da cama, agradecendo à Deus e a seu Orixá a passagem de mais um dia, e, o recomeço de outro, afinal, é mais um dia que nos foi concedido pela benevolência Divina. Devemos jejuar nos pés de nosso Santo, dar um presente a seus pés, mantermos sempre uma vela acesa, pois esta serve para clarear nosso caminho nesse mundo tão complicado. 

Tudo podemos com nossa fé,  basta que a mesma exista verdadeiramente dentro de nós, e não seja somente palavras jogadas ao vento a fim de fazer bonito para as pessoas, afinal, temos que mostrar a beleza para Deus e nosso Orixá, pois são os que realmente nos amam e nos aceitam independente de nossos erros.

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